Lojista 432
44 Móbile Lojista 432 | Setembro 2026 | Ano XLIV RECUPERAÇÃO JUDICIAL Fatura moveleira da crise da Casas Bahia Justiça suspendeu cobranças por 180 dias enquanto decide sobre o pedido de recuperação judicial do grupo, que deixa dívida de R$ 412,6 milhões com moveleiros Por: Júlia Magalhães U m grupo de 35 fabricantes de móveis e colchões soma R$ 412,6 milhões a receber da Casas Bahia. O valor está na lista de credores do pedido de recuperação judicial protocolado pelo grupo em 16 de agosto, na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O pedido soma R$ 17,3 bilhões em dívidas – R$ 16,4 bilhões só com credores sem garantia. Antes de protocolá-lo, a companhia já havia fechado 298 lojas, quase 30% da rede, e registrado prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre, o oitavo resultado negativo seguido. É a segunda tentativa de reestruturação em dois anos: em 2024, o grupo já havia recorrido a uma recuperação extrajudicial de R$ 4,1 bilhões, e ainda mantém mais de 30 mil colaboradores mesmo após o fechamento das unidades. A lista de empresas incluídas no pedido reúne dez companhias do grupo. Além das bandeiras Casas Bahia e Ponto Frio e do site Rede mantém lojas em operação normal durante o processo de recuperação judicial Extra.com, o pedido inclui a fabricante de móveis Bartira – que durante décadas abasteceu principalmente as próprias lojas do grupo – e subsidiárias de logística e tecnologia. Fornecedores que negociam com a Casas Bahia, seja pela Bartira, seja como parceiros comerciais das lojas físicas, devem acompanhar de perto os próximos passos. Divulgação Casas Bahia
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