Fornecedores 361

45 SETEMBRO 2026 se deve à qualidade do marceneiro da região. “É diferente”, frisa. Sendo a loja a principal ferramenta para a marca fazer a venda, estar presente no feirão garante mais exposição para o marceneiro gostar do produto e garantir a venda do mesmo. “É a nossa chance de trabalhar para a loja, trabalhar no sell out da loja. Aqui a gente também consegue dirigir quais são os produtos que a gente quer que venda. Apresentar uma nova coleção que às vezes a gente apresenta na feira e às vezes a loja demora mais para colocar, porque não sabe se vai dar certo. Então, se a gente vem e apresenta, a gente entende que o público gosta do produto, também garante para a loja que esse é um produto que vai ter uma saída mais garantida e que a loja pode fazer um investimento e trazer a nova coleção”, explica Adriana. Ela também comenta que o espaço é o momento para ver se o marceneiro gosta de novidades da empresa para o mercado, garantindo para a loja que é um produto que vai ter uma saída mais garantida. “O feirão faz com que cada marca consiga fazer sua própria apresen- tação direta de um lançamento. A gente vira um vendedor da loja por dois dias”, declara. A Jomer fez isso apresentando um novo produto que não é usual, utilizando o alumínio para desenvolver um organizador de talheres. “Quando a gente traz outras possibilidades, a gente também resgata esse marceneiro para a marca”, assinala Adriana. Um conceito inovador da loja destacado por Adriana é o showroom de ambientes da Rudegon, no qual são 15 ambientes que destacam soluções em revestimen- tos, acabamentos e possibilidades de ferragens que podem ser utilizadas por marceneiros e especificadores. “Então, é uma loja muito completa que vai além doMDF - do qual muitas revendas ainda seguem apenas com esse produto com receio de aumentar a linha de ferragem. Ela enaltece a parceria com a Rude- gon, sua consolidação no mercado da marcenaria, além de sua disrupção. “Foi a primeira loja a falar de consumidor final. Agora, no mercado em geral, não existe revenda que não trabalhe com a possibilidade de ter um consumidor final junto com o marceneiro para agregar valor. A Rudegon sempre acreditou nisso há, talvez, 20 anos, inovando e trazendo outros conceitos”, enxerga e frisa: “A Rudegon tem o DNA de ser disruptiva”. EXPOGRANDESMARCAS A ocasião do evento não é ocasional, sendo pensada para ser sempre por volta da terceira semana do mês de agosto, para ter os lançamentos de feiras como a ForMóbile, realizada a cada dois anos em São Paulo, ou mesmo da Fimma Brasil, ultimamente promovida no início de agosto em anos ímpares. O Expo Grandes Marcas faz parte das ações da rede de revendas Rede Pró, com o mes- mo modelo ocorrendo em várias lojas do grupo ao longo do ano. “A nossa é a maior desse projeto com 42 exposito- res mostrando novidades, tendências e lançamentos, com o corpo técnico de todos eles”, declara. As empresas são selecionadas com o critério de serem aqueles que possuemmaior representati- vidade de vendas da revenda, que possui produtos de mais de 200 fornecedores. Além da oportunidade do marceneiro e especificador fazer networking e conver- sar com os técnicos das marcas, Balestero destaca que os profissionais tiveram a oportunidade de atualizar seus catálogos e participarem de ensinamentos técnicos. “Selecionamos 14 dos 42 expositores para apresentação de lançamentos e tendências. Tenho desde o fornecedor que fala de produto, como de macroten- dência. É uma feira técnica com cliente técnico”, pontua. Nos últimos anos, Balestero assinala uma redução no número de pessoas presentes, mas que, em contraponto, a qualificação aumentou. “O cliente que visita em 2026 é diferente do público que veio em 2018. O público do começo vinha por brinde e outros interesses. Quando a gente começou a criar o Gira Roleta, vinculamos isso ao consumo do cliente e aquela pessoa interessada só em garimpar brinde, parou de vir, participan- do aquele interessado em crescer e se desenvolver”, explica. O Gira Roleta é uma forma da reven- da fazer o marceneiro passar pelas estações de todas as empresas ao preencher uma cartela com o nome de cada expositor, no estilo “álbum de figurinhas” e promover a venda de produtos. “O visitante completa a cartela e pode fazer uma compra de R$ 500, R$ 1.500, R$ 4.000, valores totalmente normais para o público marceneiro, com acesso a girar a ro- leta em uma categoria X de prêmios fornecidos pelos próprios fornece- dores, algo que foi desde uma trena até, por exemplo, uma parafusadeira. São prêmios bem diversificados e a ideia é que isso seja o mais democrá- tico possível”, explica Balestero. A Rudegon sempre esteve associa- da à inovação e tecnologia, com muitos dos principais fornecedores de ferragens, por exemplo, exibindo os lançamentos do ano no evento e aproveitando a proximidade para realizar a capacitação dos visitan- tes. “Tem muito profissional, por exemplo, que deixa de oferecer um articulador porque dá mais trabalho de montar ou não sabe montar. Então, também temos essa preocu- pação da capacitação do profissional marceneiro”, diz. Thiago Rodrigo Adriana Puertas, diretora da Jomer

RkJQdWJsaXNoZXIy MTY1NDE=