Potencial de consumo de móveis deve ser de 77,7 bilhões em 2018, aponta estudo

Participando com 1,9% do mercado global, segmento fica na 13ª posição entre as 22 categorias pesquisadas

Publicado em 22 de Maio de 2018 | 11:27 |Por: Luis Antônio Hangai

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As compras das famílias brasileiras devem movimentar aproximadamente R$ 4,4 trilhões na economia até o final de 2018, segundo o IPC Maps, um estudo especializado no cálculo de índices de potencial de consumo nacional com base em dados oficiais. Trata-se de uma variação de R$ 240,7 milhões em relação ao ano anterior, o que representa um aumento de 3%. O potencial de consumo de móveis e outros artigos de lar, especificamente, deve absorver 1,9% deste mercado global.

Dentre as 22 categorias detalhadas no estudo, o setor de móveis e de artigos do lar ocupa a 13ª posição, com potencial de consumo da ordem de R$ 77,7 bilhões em 2018 (R$ 4,7 bilhões a mais do que previsto para 2017). “Como esse segmento não envolve produtos com consumo frequente, é normal que os valores movimentados não estejam entre os maiores, além do que, o cenário recessivo pelo qual nosso país vem passando, inibe os consumidores de adquirirem produtos que não são de primeira necessidade”, explica o coordenador da pesquisa, Marcos Pazzini.

Como este segmento não envolve produtos com consumo frequente, é normal que os valores movimentados não estejam entre os maiores

Os 15 estados com maior potencial de consumo de móveis e artigos do lar são São Paulo (com 24,9% de participação no segmento), Minas Gerais (10,6%), Rio Grande do Sul (7,3%), Paraná (6,6%), Rio de Janeiro (6,5%), Santa Catarina (6%), Bahia (5,9%), Pernambuco (4,2%), Ceará (3,3%), Goiás (3%), Pará (2,7%), Espírito Santo (2,3%), Distrito Federal (2,2%), Maranhão (1,5%) e Mato Grosso (1,4%).

Já em termos de municípios, as 100 principais cidades com potencial de consumo de móveis e artigos do lar somam 49% de todo o mercado do segmento. As 15 primeiras são São Paulo (com participação de 7,1% do mercado segmentado), Rio de Janeiro (3%), Brasília (2,2%), Salvador (1,9%), Belo Horizonte (1,9%), Fortaleza (1,5%), Curitiba (1,5%), Porto Alegre (1,2%), Recife (1,1%), Belém (0,8%), Goiânia (0,8%), Campinas (0,7%), Manaus (0,7%), Guarulhos (0,6%) e Joinville (0,6%).

Copa do Mundo puxa consumo de móveis para sala e TV

No computo geral, incluindo todas as 22 categorias pesquisadas, o perfil do consumo urbano por extratos sociais manteve as características dos últimos anos. A classe B lidera o ranking, respondendo por 40,4% (cerca de R$ 1,67 trilhão) do desembolso dos recursos. Em seguida vem a classe C, movimentando 36,5% (R$ 1,51 trilhão). A classe alta (A), chega a 9,6 % (ou R$ 396,5 bilhões) neste ano. Por fim, na área rural do país, os gastos evoluem para R$ 304,8 bilhões, ante os R$ 300 bilhões registrados em 2017.

“Nosso estudo tem informações do potencial de consumo da população, que é diferente do PIB. Como potencial de consumo trazemos quanto de dinheiro existe no bolso da população de cada município e que vai ser usado para consumo. Nosso trabalho leva em consideração dados secundários pesquisados em fontes oficiais de informação, que são atualizados segundo metodologia exclusiva da IPC Marketing, usada desde 1995 e que permite análises históricas e possibilita planejamento para o futuro”, explica Pazzini.


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