Máquina de Vendas nomeia novo diretor executivo

Gigante do varejo de móveis e eletrônicos escolhe o “agressivo” Ricardo Nunes para enfrentar desafios do comércio em 2016

Publicado em 11 de janeiro de 2016 | 10:02 |Por: Nicholle Murmel

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ricardo-nunesA Máquina de Vendas, terceira maior varejista de móveis e eletroeletrônicos do País, anunciou que Ricardo Nunes, um dos principais acionistas, assumirá a presidência executiva do grupo. No ano passado a rede contratou a consultoria de Enéas Pestana, da Enéas Pestana & Associados, para se reestruturar, já pensando nos desafios para 2016.

Pestana, ex-presidente do Grupo Pão de Açúcar, estava à frente da Máquina de Vendas desde agosto e agora fará parte de um conselho consultivo.

Com a crise econômica, as principais varejistas do País enfrentaram queda das vendas, fecharam lojas e tiveram de readequar suas operações em 2015. As perspectivas para este ano não devem mudar e muitas empresas podem fechar as portas ou recorrer à recuperação judicial, segundo fontes do setor.

De acordo com análise feita por Pestana em abril passado, Ricardo Nunes é a pessoa ideal para implementar os planos traçados por sua consultoria. Os acionistas foram para uma holding e os familiares dos sócios já não atuam mais na companhia. “Realizamos um trabalho de ganhos de sinergia, eficiência comercial e logística, além da integração das bandeiras, que está em andamento”, disse Pestana.

A Máquina de Vendas é resultado da fusão, em março de 2010, das redes Insinuante e da Ricardo Eletro. Depois, veio a aquisição de participações nas redes City Lar, Eletro Shopping e Salfer. Em 2014, o grupo registrou vendas líquidas de R$ 7,9 bilhões.

Há pelo menos três anos, o conglomerado varejista estava à procura de um sócio – chegou perto de fechar um acordo, mas não foi adiante. Neste momento, segundo Nunes, não há nenhum mandato para atrair investidor. O BTG tinha sido contratado para atrair um parceiro, mas o acordo não foi adiante.

Segundo Guilherme de Assis, analista de varejo da Brasil Plural, Nunes é considerado um empresário agressivo comercialmente. Mas ele não vê mudanças significativas com essa alteração na gestão. “O desafio no varejo é grande para 2016”, comenta.

(Com informações do jornal O Estado de S. Paulo).

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