Empresários articulam criação do polo moveleiro de Cuiabá e Várzea Grande (MT)

Empresários lutam para criar uma cooperativa e adquirir um terreno para compartilhar maquinário

Publicado em 23 de Abril de 2018 | 17:10 |Por: Luis Antônio Hangai

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Micro e pequenas empresas fabricantes de móveis do estado do Mato Grosso estão se organizando para a criação do polo moveleiro de Cuiabá e Várzea Grande. O empresariado local alega que já iniciou tratativas com o governo estadual e com parlamentares da Assembleia Legislativa mato-grossense para a concessão de um terreno com estrutura de barracão no distrito industrial entre os dois municípios para comportar fabricantes de móveis.

Cerca de 120 empresas moveleiras já estão se articulando para montarem uma entidade que as represente junto às instituições políticas e indústrias. Segundo um dos empresários que encabeça o movimento, José Carlos da Silva, proprietário da Dracma Móveis, o grupo aventa a possibilidade de criar uma cooperativa, tendo em vista que para pleitear financiamentos e apoio governamental é necessário que as empresas se organizem em uma entidade representativa.

Entidades iniciam reuniões para solucionar problemas do setor moveleiro gaúcho

“Hoje não temos um incentivo do governo, tampouco condições para ter uma produção melhor. O setor sofre porque a maioria das empresas encontra-se em área urbana e não consegue fazer a documentação ou obter a regularização (licenças e alvarás) para pleitear financiamentos. O setor, que é bastante promissor, vem sofrendo com a baixa nas vendas, devido a pouca estrutura, e precisa de incentivo para crescer e se estabelecer como polo”, disse o empresário.

Divulgação Assembleia Legislativa de MT

Reunião de empresários moveleiros de Cuiabá com parlamentares da Assembleia Legislativa de MS

Situação da cooperativa e do polo moveleiro de Cuiabá e Várzea Grande

Para dar prosseguimento às demandas, os empresários do setor moveleiro de Cuiabá e Várzea Grande iniciaram conversa com o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) e com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico com o intuito de obterem acesso a um barracão de 5 mil metros quadrados onde pretendem instalar cerca de 20 empresas em um espaço de trabalho cooperativo.

O dono da Nivi Móveis, Nivaldo de Almeida Carvalho, outra liderança local em prol da criação do polo moveleiro de Cuiabá, explica que o este conceito de coworking foi inspirado em modelo chinês e informa que cada empresa teria um espaço de 250 metros quadrados dentro do edifício, sendo que maquinários de corte, colação e furação seriam adquiridos em grupo, em um formato de cooperativa, e compartilhados pelas indústrias participantes.

Precisamos de uma entidade de modo a conquistar subsídios e apoio da esfera governamental, afinal de contas nós geramos renda, pagamos impostos e empregamos a população

“O governo concederia uma área e infraestrutura que atualmente está sendo subutilizada e nós entraríamos com os equipamentos. O perfil das empresas da região é praticamente 99% micro e pequenas, e elas carecem de um tratamento diferenciado em relação ao grande industrial. Precisamos de uma entidade de modo a conquistar subsídios e apoio da esfera governamental, afinal de contas nós geramos renda, pagamos impostos e empregamos a população. Acreditamos na legitimidade das nossas demandas”, afirmou Carvalho.

Tanto a criação da cooperativa quanto a utilização da estrutura industrial ainda estão em fase de negociação interna entre as empresas e também com as autoridades políticas locais. José Carlos e Nivaldo queixam-se também que o setor é pouco representado pelas entidades sindicais das fabricantes de móveis já existentes e também pela Federação das Indústrias de Móveis do Mato Grosso (Fiemt).

“Precisamos de uma boa instituição para angariar fundos e apoio para realização de eventos. Tanto o executivo quanto o legislativo estadual sugeriram que montássemos uma associação ou cooperativa, e agora estamos analisando qual figura jurídica é a mais adequada para os nossos propósitos. Estamos inclinados à proposta da cooperativa, mas vamos ampliando as discussões conforme outras empresas vão se aglutinando em torno do nosso movimento”, conta Nivaldo.


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