9º Congresso Nacional Moveleiro ressalta tecnologias digitais e os desafios da indústria

Evento começou nesta quarta-feira, com palestra inaugural da diretora da Magazine Luiza, e segue até fim de semana

Publicado em 15 de agosto de 2018 | 16:58 |Por: Luis Antônio Hangai

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Começou nesta quarta (15) e segue até sexta-feira o Congresso Nacional Moveleiro de 2018, que este ano chega à 9ª edição, em Arapongas, no centro de eventos Expoara. O tema central do encontro é “Virtual + Real”: uma busca pela convergência entre as possibilidades de negócios fomentadas pela tecnologia digital e o setor moveleiro em sua atuação no ambiente online, produção industrial e varejo físico.

O evento, com cerca de 1,5 mil inscritos, tem como público-alvo toda a cadeia moveleira, sobretudo industriais, varejistas, arquitetos, designers, profissionais de marketing e vendas, bem como estudantes. A programação conta com uma multiplicidade de palestras, painéis, workshops e oficinas com foco em inovação e aumento da competitividade das empresas no cenário conectado do século XXI.

Palestrantes de renome marcam presença no Congresso Nacional Moveleiro

A palestra de abertura do Congresso Nacional Moveleiro de 2018 foi conduzida pela diretora da rede Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, que enfatizou a necessidade das empresas se renovarem em função dos avanços tecnológicos e suas consequentes mudanças culturais, não apenas por uma questão de se diferenciar no mercado, mas para nele “sobreviver”.

“Tenho uma má notícia para vocês: Estar na era digital, não é uma opção, é uma questão de sobrevivência. Agora, uma boa notícia, a loja física não vai acabar, não vai morrer, mas vai precisar se renovar. Hoje os setores de tecnologia das empresas não estão mais na mão apenas dos analistas de sistema e especialistas, não precisamos mais esperar meses ou anos para as coisas funcionarem. Hoje é mais barato, mais rápido e mais fácil lidarmos com a tecnologia. Mas as empresas também precisam mudar seu comportamento, sua cultura, para se adaptarem a essa nova realidade”, disse a empresária.

Gelson Bampi

Luiza Helena Trajano: adaptação digital não é opção, é questão de sobrevivência

Política e economia no Congresso Nacional Moveleiro de 2018

Realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o Congresso Nacional Moveleiro em 2018 ocorre em um período em que o Brasil dá sinais de reação à crise econômica que abalou o País nos últimos anos, mas convive com as incertezas provocadas pelo cenário eleitoral. Tais fatores colocam o setor moveleiro diante de novos desafios, que não passaram despercebidos pela organização do evento.

De acordo com o coordenador setorial de madeira e móveis da Fiep, Irineu Munhoz, que também é empresário e presidente do Sindicato das Industrias de Móveis de Arapongas (Sima), há um otimismo no ar, mas também preocupações com os resultados das urnas:

“Estamos contentes que de certa forma saímos da crise, paramos de cair e desde 2016 o setor moveleiro teve uma virada, apresentando indicadores positivos. Entretanto, ainda necessitamos voltar aos patamares anteriores à crise. Quanto ao futuro, temos que ser otimistas, mas dependemos que a população vote adequadamente. A Fiep preza pelo voto consciente. Precisamos de uma renovação dos nossos políticos, com mais compromisso com a população, de um Congresso com mais qualidade”, disse Munhoz.

Gelson Bampi

Irineu Munhoz falou sobre os desafios políticos e a retomada do setor moveleiro

O 9º Congresso Nacional Moveleiro também foi uma oportunidade para apresentação dos últimos indicadores do setor moveleiro, produzidos pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), que apontaram, para 2018, estimativas preliminares de crescimento expressivo na produção física de móveis (3,8% sobre 2017).

Segundo o instituto, a disponibilidade destes itens no mercado interno brasileiro deverá apresentar também crescimento acentuado, em 4,3%, atribuído à alta de 41,3% prevista para as importações deste ano.

“Em todo caso, o processo de recuperação, lenta e gradual, fará o setor moveleiro perder praticamente 10 anos de bons resultados. O caminho que indico para as empresas é que elas entendam o que o consumidor final quer, e que dele se aproxime. Esse distanciamento que existe entre indústria e consumidor precisa diminuir, e muito. A indústria não pode só mais olhar para dentro de casa, pensar em máquina e matéria-prima. Soluções como ‘monte você mesmo’, ou a própria fábrica assumir este processo, ainda é pouco, mas é um começo”, comenta o diretor do Iemi, Marcelo Prado.

Estreia da MostraMóveis no setor moveleiro

Simultânea ao Congresso Nacional Moveleiro de 2018, estreia nesta quarta-feira, também, a primeira edição da MostraMóveis, com organização do centro de eventos Expoara. A feira, de pequenas proporções, tem expectativas de atrair entre 300 a 400 lojistas, especialmente do Paraná e dos estados vizinhos São Paulo e Santa Catarina. Serão ao todo 60 expositores, fabricantes de móveis de todo o país.

1ª MostraMóveis conta com presença de profissionais do setor varejista

São 6 mil metros quadrados de área de exposição onde as empresas expositoras serão divididas em espaços iguais, em estandes de 100 m² cada. Com o intuito de estimular a interação e potencializar as vendas, a feira segue o mesmo padrão de outras mostras de móveis pelo país, sem divisórias entre as empresas. De acordo com a diretora comercial do Expoara, Priscila Vieira, “o formato viabiliza um evento mais democrático, além de mais dinamismo e visibilidade entre lojistas e fabricantes de mobiliário”.


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