Lojista 427

29 Móbile Lojista 427 | Abril 2026 | Ano XLIV NA VITRINE: SALAS DE JANTAR | OPINIÃO Salasdejantar:dousoocasional aoprotagonismonodiaadia A s salas de jantar, voltaram a ganhar protagonismo nas casas brasileiras. Se antes esse ambiente era reservado a ocasiões especiais, hoje ele se reinventa como um espaço de uso cotidiano, cenário de refeições rápidas, encontros em família e momentos de convivência. Essa transformação acompanha mudanças importantes no morar contemporâneo: imóveis menores, integração entre cozinha, sala de jantar e uma rotina cada vez mais dinâmica. Nesse novo contexto, mesas, cadeiras e complementos deixaram de ser escolhidos apenas pela função. Estética, versatilidade e capacidade de adaptação tornaram-se critérios decisivos na hora da compra. O consumidor busca soluções que dialoguem com diferentes usos do espaço, sem abrir mão do conforto e da identidade visual do ambiente. Para o varejo, essa mudança traz uma oportunidade clara, mas também um desafio: a performance da categoria depende diretamente da forma como esses produtos são apresentados. Mais do que vender peças isoladas, o papel do lojista é construir narrativas que evidenciem o valor do conjunto e ajudem o cliente a imaginar aquele ambiente dentro da própria casa. Segundo Vitor Rocha, Consultor Especializado em Varejo Moveleiro na Bluw Comunicação, o ponto de partida é entender que o comportamento do consumidor já mudou. O almoço de domingo em família, a conversa que se estende pela noite, o home office improvisado da semana. Esse ambiente virou o coração da casa e o varejo precisa entender o peso disso. “O problema é que muitas lojas ainda não acompanharam essa mudança. Entrei em estabelecimentos onde móveis se acumulam sem contexto, sem cenário, sem história. E a verdade é simples: o cliente não compra o que não consegue imaginar. Quando a loja constrói uma sala de jantar completa com mesa, cadeiras, buffet, iluminação e acessórios, ela não decora o showroom, planta o desejo. Com os apartamentos cada vez mais integrados, esse ambiente precisa conversar com o sofá ao lado e a cozinha aberta à frente. É aí que entra o vendedor consultivo, aquele que entende o espaço do cliente, orienta proporções e composição e evita a surpresa ruim na entrega. Surpresa ruim não é só problema logístico: é reputação perdida. A venda certa começa com a conversa certa”, explica Vitor. Nessa conversa, qualidade e durabilidade precisam ser ditas em voz alta. O design da sala atrai, mas a solidez de cada peça fideliza. Ninguém quer montar o ambiente dos sonhos e vê-lo deteriorar em dois anos. Para o consultor, o insight que deve ser usado e gerar identificação imediata é: “Sabe aquela sala de jantar dos almoços de domingo em família, que durante a semana vira espaço do cotidiano? Esse ambiente encaixa perfeitamente nas duas situações.” Quando o vendedor conecta a sala de jantar a uma memória afetiva real, a decisão deixa de ser racional e passa a ser emocional. É aí que a venda e o varejo encontram seu verdadeiro valor. Kika Fazollo é formada emLogística e pós- graduada emMarketingDigital. Atua há 25 anos nas áreas deMarketing, Estratégias de Comunicação Empresarial e Ampliação de Mercados e Gerenciamento de Produção com foco nomercadomoveleiro. Integra a equipe da Alternativa Editorial/Revista Móbile, levando aomercado soluções emprestação de serviços e comunicaçãomultiplataforma. SIGA @kikafazollo Contato: marketing@revistamobile.com.br Por: Kika Fazollo, marketing e comercial da Revista Móbile

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