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47 AGOSTO 2026 Empresas indicamcomo realizar a manutenção e limpeza do grupo colador dasmáquinas coladeiras de borda Cuidados com o coleiro Por Thiago Rodrigo D e que adianta ter um carro de luxo se falta o cuidado com ele e o mesmo vale para as máquinas de uma marcenaria, principalmente a coladeira de borda. Isto porque ela é o único equipamento que utiliza um insu- mo químico que pode prejudicar o bom funcionamento da colagem da fita. A falta de atenção básica pode gerar danos mais sérios, criando uma situação que começa com um detalhe simples e acaba gerando um prejuízo maior. A falta de limpeza adequada do coleiro o faz acumular resíduos de cola que podem causar a degradação do adesivo, uma vez que o componente é submetido continuamente a ciclos de aquecimento e resfriamento. Essa su- jeira acumulada no coleiro é uma cola velha queimada que vira uma borra preta, formando crostas e resíduos nas superfícies internas e externas do co- leiro. Esses acúmulos podem provocar o superaquecimento e a queima da cola, além de dificultar ou até travar o funcionamento do eixo do coleiro. Na colagem, a aplicação do adesivo deixa de ser uniforme, comprometen- do a eficiência térmica e mecânica do adesivo, prejudicando a ancoragem da cola à fita por entupir o rolo aplicador e deixar a colagem falhada, ou seja, não colando a fita direito, fazendo com que a borda descole posteriormente na casa do cliente. Essa sujeira também vai influenciar no acabamento da peça, aparecendo manchas e sujando o MDF. Se a limpeza não for feita de maneira correta, pode ocorrer também exposi- ção constante ao pó presente no am- biente da máquina. Assim, nessa parte mecânica, essa crosta se mistura com o pó de madeira, sobrecarrega o sistema e pode até danificar as engrenagens do motor. Desse modo, a máquina perde desempenho, consequentemente, a produção fica mais lenta e aumentam os retrabalhos. Em casos mais graves, isso pode resultar em paradas não programadas da máquina, redução da produtividade e prejuízos financeiros para a operação. Não adianta também o operador ten- tar raspar o tanque com uma chave de fenda, outro problema frequente que ocorre muitas vezes por falta de instru- ção, pois acaba danificando o teflon da máquina. Esse “carvão” acumulado no coleiro também funciona como um isolante térmico, fazendo com que as resistências elétricas trabalhem mais até eventualmente queimarem. Já os sensores sujos podem começar a gerar alarmes falsos no painel, causando transtornos frequentes no processo. Tudo isso são problemas que podem surgir pela limpeza do coleiro e, no caso da cola PUR, o cuidado precisa ser em dobro. Como ela cura de forma definiti- va, qualquer resíduo que fique no coleiro pode endurecer de vez. Se isso acontecer, o sistema pode entupir completamente, exigindo a troca de componentes ou até uma desmontagemmuito mais trabalho- sa do que em um coleiro convencional. No fim das contas, é um descuido que custa caro, tanto pelo tempo de máqui- na parada quanto pelo valor das peças e da manutenção. O prejuízo aparece na produção e no bolso. No final, o principal vilão é a chamada carbonização, que é aquela cola que fica exposta ao calor contí- nuo, sem limpeza ou renovação, quei- ma e vira uma crosta preta e rígida (o famoso “carvão”). “Esses fragmentos se soltam e vão parar no rolo aplica- dor, gerando riscos na fita de bordo ou calosidades sob o acabamento. Em casos mais graves, essa crosta obstrui os canais de dosagem, causando falhas crônicas de colagem ou trava o eixo mecânico, o que pode queimar o motor do grupo colador”, aponta Quélcio Correia Maciel, supervisor de atendimento ao cliente da Giben. SOB MEDIDA Giben Garantir a máxima vida útil de um coleiro e a precisão de uma coladeira não é tarefa fácil, mas é mais do que necessária
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