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45 AGOSTO 2026 lógica vale para o espaço do sofá retrátil ou puxar uma cadeira. “Para a mesa de jantar, consideramos a medida da pessoa sentada na cadeira, mas existe também o movimento que fazemos para sentar-se à mesa e que envolve empurrar a cadeira para trás e se levan- tar. Precisamos deixar espaço suficiente para esse movimento acontecer de for- ma confortável”, diz Carolina. Quando possível, também é importante consi- derar que alguém pode precisar passar atrás de quem está sentado à mesa. Outro erro recorrente é o excesso de mobiliário: nem toda sala comporta uma mesa de centro, principalmente quando a circulação principal do imóvel passa pelo meio do ambiente. A altura e a profundidade das bancadas fixas tam- bémmerecem atenção. Quando um equipamento fica escondido dentro de ummóvel (uma lava-louças embutida, por exemplo), é preciso prever uma pro- fundidade maior do que a tradicional, sob risco de comprometer a instalação. É muito comum se preocupar com o tamanho das coisas para saber se elas cabem no ambiente, mas não é apenas isso que importa. É essencial considerar a proporção entre os móveis e o ambiente, analisar a solução para o espaço de forma tridimensional e sob outros aspectos. “Por vezes, por exemplo, opta-se por um sofá cujas GUIA EM NÚMEROS - Sala: 40 a 50 cm entre sofá e mesa de centro; 60 a 80 cm ao redor de poltronas; - Dormitório: entre 50 e 80 cm ao lado e aos pés da cama, dependendo do projeto (o ideal fica entre 70 e 80 cm), com espaço extra quando há portas de giro; - Cozinha: circulação entre 80 e 120 cm entre bancadas, sempre considerando a aber- tura de eletrodomésticos. medidas casam com o tamanho da pa- rede onde ele vai ficar encostado, mas não se analisa se o volume daquele sofá ocupando a largura total da sala vai ficar desproporcional em relação ao conjunto, se haverá espaço suficiente para mesa lateral e de centro com cir- culação adequada ou até mesmo se vai ter espaço para a cortina ficar recolhida ao lado do sofá”, assinala a arquiteta. ALTURAS Nas bancadas de cozinha, a altura pa- drão é 90 centímetros, mas pode variar de 85 centímetros (para quem é mais baixo) a 1 metro ou 1,05 metro (para quem é mais alto), sempre ajustando de acordo com quem vai usar o espa- ço. “O objetivo é evitar que a pessoa fique curvada ou na ponta dos pés ao cozinhar”, frisa. Para as mesas, o reco- mendado é 75 centímetros de altura (ou 80 centímetros quando há gavetas embaixo, como em mesas de escritó- rio), deixando de 25 a 30 centímetros livres entre a superfície de trabalho e o assento de banquetas. DISTÂNCIAS Alguns afastamentos específicos fazem diferença na rotina de quemmora no espaço. O ideal é deixar 90 centímetros entre a mesa de jantar e a parede, de 90 a 100 centímetros na frente de armá- rios e de 100 a 120 centímetros entre bancada e ilha. “Vale lembrar também que eletrodomésticos como lava-louças e geladeira precisam de espaço suficiente para abrir a porta por completo, algo que varia conforme o modelo do equipamen- to e a disposição do ambiente”, destaca a profissional da Freijó Arquitetura. CIRCULAÇÃO Os profissionais reforçam que a circula- ção da casa nunca deve ser sacrificada em nome do mobiliário. Nos corredo- res principais de um projeto residencial, o mínimo indicado é 90 centímetros de largura, podendo chegar a 120 centímetros em espaços maiores. Circulações secundárias, com menos fluxo de pessoas, funcionam bem com 80 centímetros. Algumas referências ajudam a planejar cada ambiente: Em imóveis compactos, os móveis com mais de uma função acabam sendo uma boa alternativa para economizar espaço. Como exemplos, há mesas de refeição para duas pessoas no dia a dia, mas que podem ser ampliadas para mais convidados em dia de festa; sofá- -cama para ter um local para hóspede; estação de trabalho que pode ser recolhida; e até mesmo cama rebatível que pode ser guardada durante o dia são recursos interessantes para os microapartamentos. IMÓVEISCOMPACTOS Os ambientes menores merecem um texto à parte. Nesses projetos com me- tragem reduzida, a prioridade deve ser sempre a circulação, antes mesmo da escolha do mobiliário: “o caminho mais indicado é primeiro delimitar os fluxos e, só depois, ver o que cabe no espaço restante, nunca o contrário”. A marce- naria também tem papel importante no armazenamento, aproveitando cada canto disponível, e o uso do espaço A bancada de refeições e as banquetas seguem proporções que favorecem a ergonomia e o conforto no uso diário, evidenciando a importância do dimensionamento adequado Renato Navar

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