Fornecedores 360

15 AGOSTO 2026 cimento da indústria brasileira, a geração de emprego e renda, bem como o desenvolvimento do setor de Norte a Sul do País, como: re- presentação e defesa institucional e comercial do setor; inteligência setorial e comercial; internacio- nalização por meio do Brazilian Furniture; design, inovação e desenvolvimento de produtos; fortalecimento das micro e peque- nas empresas; sustentabilidade e agenda ESG, com o Programa de Sustentabilidade da Indústria do Mobiliário, o SIMB; normalização, certificação e adequação fabril; e formação, integração e circulação de conhecimento. Fornecedores | A Abimóvel promove ações como o Prêmio Design da Movela- ria Nacional. Quais foram os resultados da primeira edição? Cândida | Recebemos cerca de 500 projetos de grandes e pequenas indústrias, profissionais reconhecidos e novos talentos, marcenarias, estúdios, ateliês e es- tudantes de diferentes regiões do País. Desse conjunto, 56 projetos avançaram para a avaliação pre- sencial. Ao final, foram premiadas 18 criações, entre peças e linhas de produtos, além de três reco- nhecimentos especiais. As mais de 50 peças finalistas integra- ram uma mostra durante o 12º Congresso Nacional Moveleiro, sendo anunciados os vencedores que, posteriormente, tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos no Espaço Brasil, no Sa- lone del Mobile.Milano 2026, em Milão, ampliando a visibilidade do design brasileiro diante de um público internacional. Fornecedores | O que farão de diferente e o que esperam para a segunda edição? Quais são os benefícios da criação dessa ação e da exposição dos produtos desenvolvidos? Cândida | A 2ª edição repre- senta um amadurecimento da estrutura iniciada em 2025. Aprimoramos as categorias para ampliar a leitura sobre a indústria contemporânea e contemplar diferentes escalas, modos de produção e demandas de mercado. Com o prêmio, buscamos identificar projetos que conciliam criatividade, autoria, identidade regional, além de viabilidade econômica e produtiva. Nossa expectativa é transformar o reconhecimento conquistado no Brasil em maior valorização e projeção dos designers brasileiros, ampliando o valor percebido das empresas e dos profissionais e levando ao mundo a capacidade criativa, autoral, material, técnica e in- dustrial do mobiliário brasileiro. Fornecedores | Quais resul- tados o Programa Design + Indústria proporcionou às empresas e marcenarias participantes? Cândida | O principal resultado do Design + Indústria é inserir o design na lógica empresa- rial e produtiva. Para além de promover o encontro entre uma fábrica e um profissio- nal criativo, o programa cria um ambiente estruturado de colaboração que envolve o chão de fábrica, o conhecimento dos materiais e das tecnologias disponíveis, a análise de custos, a prototipagem, a viabilidade econômica, o posicionamento e a apresentação comercial do produto. É um recorte do design brasileiro como construção cole- tiva, alimentada pelas vivências, culturas materiais, hábitos, téc- nicas e biomas de cada região. Ao chegar a Milão e Nova York, dois dos principais palcos globais do design, essas criações ampliam a visibilidade e a valori- zação dos designers brasileiros, além de projetarem as peças, as empresas e todo o conjunto que as tornou possíveis. O sexto ciclo, iniciado em junho de 2026, reúne 30 empresas e cerca de 40 designers e estúdios. Esperamos que essas conexões resultem em novas peças e soluções, parce- rias duradouras e mudanças na própria cultura empresarial. Fornecedores | Como a exportação brasileira de móveis tem crescido e sido pulverizada por meio do Projeto Comprador do Bra- zilian Furniture? Cândida | Até julho, as ações registraram 619 participações empresariais e promoveram 4.747 rodadas de negócios, reunindo 251 compradores internacionais de 57 países. A abrangência alcança mercados da América Latina, América do Nor- te, Europa, África, Ásia, Oriente Médio e Oceania, demonstrando uma prospecção que combina destinos consolidados, econo- mias emergentes e novas frentes para o setor moveleiro brasileiro. Excluídos os Estados Unidos, as exportações de móveis para os demais destinos cresceram apro- ximadamente 7,2% na primeira metade deste ano. Esse cresci- mento ainda não compensa in- tegralmente a perda no principal destino do setor, mas demonstra que novas frentes comerciais vêm ganhando consistência. A agenda segue em expansão e nossa expectativa é ampliar a rede internacional dessas empresas, gerar novos contatos qualificados e criar condições para o avanço de negociações. Nesse sentido, preferimos falar em diversificação e desconcentração dos destinos, e não simplesmente em pulve- rização. Trata-se de construir uma presença internacional mais distribuída, apoiada em relações comerciais contínuas.

RkJQdWJsaXNoZXIy MTY1NDE=