Fornecedores 357
48 FORNECEDORES SOB MEDIDA 357 SOB MEDIDA Como limitações, possuem menos recursos avançados de furação simultâ- nea, podem exigir operações manuais complementares e apresentam menor produtividade em linhas altamente industrializadas. Já para o consultor de vendas da Biesse, a principal vantagem é o investimento inicial mais baixo, especialmente para empresas de pequeno porte que estão em processo de mudança do conceito de fabricação. “Isso facilita a transição de processos baseados apenas em seccionadora para um ambiente com usinagem CNC”, compartilha. CENTRO DE USINAGEMCNC O centro de usinagem ideal para a marcenaria é uma escolha que depende diretamente do modelo de negócio e do tipo de produção. Para marcenarias com foco em customiza- ção e maior flexibilidade, os centros com consolas são mais indicados. Para operações com maior volume e foco em produtividade, o nesting tende a ser a melhor opção. Para além do router, as marcenarias podem trabalhar basicamente com dois tipos de centros de usinagem CNC. O primeiro é o modelo com consolas e ventosas, onde a fixação da peça é feita de forma individual. É uma máqui- na pensada para trabalhar peça a peça, com alta flexibilidade, ideal para ope- rações mais personalizadas. O segundo é o modelo com mesa inteiriça, na modalidade nesting, onde a usinagem é feita diretamente na chapa. Nesse caso, o foco é produtividade e otimiza- ção, com várias peças sendo produzi- das ao mesmo tempo em um único processo. “A principal diferença entre os dois está justamente na forma de fixação da peça e no objetivo produ- tivo. Enquanto o centro com consolas prioriza flexibilidade e customização, o nesting prioriza volume, padronização e melhor aproveitamento do material”, afirma Mario, da Biesse. Os centros de usinagem podem ter 3, 4 ou 5 eixos e, além do processo principal de usinagem, também realizam furação e corte. Sua grande vantagem está na flexibilidade de processos, permitindo a modelagem de peças orgânicas e úni- cas. Já os centros de usinagem nesting de 3 eixos são ideais para a realização de planos de corte em placas brutas. “Eles permitem processos simples de furação de face e apresentam gran- de flexibilidade para agrupar peças orgânicas dentro de uma placa bruta, garantindo melhor aproveitamento do material”, afirma. Desse modo, podem substituir facilmente uma secciona- dora e uma furadeira emmarcenarias que buscammóveis planejados mais seriados, do qual não são necessários processos avançados. OBJETIVOS DE PRODUÇÃO O marceneiro deve saber qual desses dois tipos é melhor para seus objetivos de produção, e o ponto mais impor- tante para essa decisão é o modelo de negócio da marcenaria. Se for uma marcenaria sob medida mais tradicio- nal, com alto nível de customização, uso de madeira maciça e usinagens mais complexas, o centro de usinagem com consolas é o mais indicado. “Ele permite trabalhar com mais liberdade, inclusive em peças fora do padrão convencional”, afirma o consultor de vendas da Biesse. Dentro desse conceito, a Biesse oferece soluções como a Rover Multi Go M G P, com alto custo-benefício, e a Rover Multi Up M G, que pode ser totalmente personalizada conforme a necessidade do cliente. “Para tornar esse processo mais produtivo, também contamos com diferentes níveis de automação no posicionamento das ventosas e consolas: setup auxiliado, em que a máquina orienta o operador; EPS, com posicionamento automático em cerca de 11 segundos; XPS, com posicionamento automático ainda mais rápido, em aproximadamente 3 segundos”, assinala. Já para marcenarias planejadas ou mo- duladas, que trabalham com chapas e produzem emmaior escala, como cozi- Homag Segundo Pablo Mayer, da Homag, routers CNC têm algumas vantagens em relação aos centros de usinagem tradicionais, seja com sapatas ou mesa de trabalho
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