Fornecedores 355

50 FORNECEDORES SOB MEDIDA 355 naturais escassos ou de uma cadeia de suprimentos eticamente frágil, o risco é financeiro, não ideológico. “ESG é só para grandes corpo- rações listadas em bolsa” Mito: empresas de pequeno e médio porte acham que “ESG não é para elas”. Realidade: se você faz parte da cadeia de suprimentos de uma grande em- presa, você já está sendo avaliado. O ESG tornou-se um requisito de acesso a mercado. Quem compra de você também quer levar ESG. “ESG reduz a rentabilidade dos acionistas” Mito: a ideia de que focar em susten- tabilidade e governança custa caro e sacrifica o lucro (o antigo trade off). Realidade: dados do MSCI e do Bos- ton Consulting Group (BCG) demons- tram consistentemente que empresas com altos scores ESG possuem menor custo de capital, menor volatilidade e maior resiliência em crises. O ESG COLUNA É preciso quebrar vícios para semudar de patamar BIRAMIRANDA Publicitário, especialista em ESG com cursos no United Nations System Staff College e na EDX - Solve - Mit (Massachu- setts Institute of Technology). Fundador e Líder de Estratégia na YPY Consulting - Consultoria em Sustentabilidade e Presidente da Associação de Assistência e Desenvolvimento Humano DaRua (Entidade dedicada a acolher pes- soas em situação de rua em SP). linkedin.com/in/biramiranda Por Bira Miranda N o brasil o ano só começa depois do Carnaval. Me impressio- na como as pessoas repetem esta bobagem sem se dar conta de tudo que já produziram desde a primeira semana de janeiro. Uso este exemplo genérico para apresentar mitos que são repetidos no que tange à ESG e sustentabilidade. “ESG é apenas uma pauta ideo- lógica/progressista” Mito: tratar o tema como uma agenda política passageira ou puramente ativista. Realidade: ESG é pragmatismo econômico. Levantamento da PwC ao lado do Instituto Locomotiva mostrou que 9 em cada 10 brasileiros das classes C/D/E direcionam hábitos de consumo a lojas e marcas sustentáveis. Para 86% dos brasileiros a preferência é por marcas e lojas sustentáveis e 53% dos entrevistados já deixaram de comprar marcas por falta de responsabilidade social. Além disso, se o seu negócio depende de recursos não é um custo; é um seguro contra a obsolescência. É preciso quebrar alguns vícios para se mudar de patamar. É necessário enten- der que a sociedade mudou e que as exigências de um novo jogo corporativo, que muda o tempo todo, não perdoam quem apenas segue o fluxo. iStock

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