Fornecedores 298

36 FORNECEDORES SOB MEDIDA 298 70% ESPUMA Iner explica a recente medida sobre o uso de EPS (Isopor) na composição do colchão, do qual indústrias têm 12 meses para se adequarem Por Thiago Rodrigo O Instituto Nacional de Metro- logia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), atualizou a portaria que de- fine critérios de qualidade de colchões. Com efeito, todo colchão classificado como de espuma deverá ter no mínimo 70% de espuma flexível de poliure- tano. Além disso, deve apresentar na etiqueta definição clara de outros tipos de materiais presentes no colchão. Antes, a norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) seguida pelo Inmetro não havia defi- nição sobre a composição de colchão de espuma, só explicitava apenas que o colchão deveria ter uma lâmina de espuma de, no mínimo, 12 cm de altura, o que dava incongruências. Com isso, poderia ter no mercado um colchão com uma base de EPS (poliestireno expandido, em inglês expanded polystyrene, conhecido po- pularmente e comercialmente como Isopor ®) de 30cm + uma camada de espuma de 12 cm e classificá-lo como colchão de espuma. “Não havia nenhuma informação clara para o consumidor e, na hora da DIvulgação Iner venda, esse colchão seria comparado à colchões com mesma altura, mas com 100% de espuma, resultando em uma ideia errada de economia”, explica Fabiana Manzano, diretora do Instituto Nacional de Estudos do Repouso (Iner), responsável por desenvolver a primeira norma técnica para fabricação de colchões de espuma no Brasil. Com a nova norma publicada no Diário Oficial da União (disponível em bit.ly/portariacolchoeseps) em feverei- ro os fabricantes têm 12 meses para realizarem as adequações necessárias. “Ou seja, ter um mínimo de espuma de poliuretano e uma identificação clara da composição são medidas de proteção ao consumidor e vão garantir a concorrência leal entre os fabricantes”, explica Fabiana. Diferente do selo do Inmetro para colchões, o Iner – que também possui seu próprio selo – só confere o Certi- ficado Pró-Espuma para produtos que sejam compostos 100% de espuma ou 100% espuma e molas. “Os colchões certificados pelo Pró-Espu- ma podem apresentar camadas de conforto com espumas especiais, mas não certificamos nenhum produto que tenham materiais que diminuam o nível de conforto e qualidade para redução de custo”, declara a diretora. PRODUÇÃO Essa nova norma é proveniente de uma evolução de acordo com as mudanças no mercado de colchões. Isto é, quando a primeira norma para colchão de espuma foi finalizada não era comum o uso de EPS (isopor) e por isso esse ponto não foi relevante naquele momento. A mudança eco- nômica dos mercados e a tendência de aumento de custo das matérias- -primas da espuma de poliuretano (a partir de poliol e TDI), os fabricantes de colchão começaram a buscar alternativas que diminuíssem custo e aumentassem sua competitividade. Com isso, o consumidor é que saia prejudicado com o colchão tendo a mesma aparência externa, mas sem divulgar o diferencial entre eles. “O mais importante é que se tenha um padrão mínimo de preservação do Colchões de espuma passam a ser obrigados a ter 70% do material em sua composição para evitar o maior uso de Isopor® no colchão, produto de qualidade inferior para o sono das pessoas COLCHÕES

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