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FORNECEDORES |
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Economia
o cenário é muito ruim para o
investidor de infraestrutura, agora
nesse período os juros ficaram altos
favorecendo os ativos financeiros e
diminuindo o apetite do investidor
produtivo. O lado ruim dessa crise é
que muitos competidores pararam,
fecharam as portas. Por outro lado,
quem ficou vai poder crescer mais
rapidamente, a oferta diminuiu,
isso significa que haverá uma reto-
mada mais constante”, comenta
Zacharias.
PRODUÇÃO
DE MÓVEIS
Na indústria moveleira, especifi-
camente, os dados mais recentes
ainda não foram divulgados mas,
até o mês de abril, os números eram
promissores. Em abril, segundo o
Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), a produção na
indústria do mobiliário teve ligeira
alta de 0,3% e, em relação ao mês
de março. Todavia, no compara-
tivo com igual período de 2017, a
produção cresceu 13,5%.
Nos quatro primeiros meses do
ano, o setor moveleiro somou
crescimento de 10% em compa-
ração com o mesmo período do
ano passado, enquanto isso, no
mesmo período, a indústria como
um todo obteve alta de 4,5%. No
acumulado dos últimos 12 meses,
a indústria moveleira alcançou o
patamar de 10,6%, a maior taxa
desde outubro de 2017, quando o
setor voltou a apresentar variações
positivas e iniciar a trajetória de
recuperação em julho de 2016.
De acordo com o relatório “Desem-
penho do Mercado de Móveis”, da
Associação da Indústria de Móveis
do Estado do Rio Grande do Sul
(Movergs) e do Iemi – Inteligência
de Mercado, a produção de móveis,
em volume, teve alta de 10,3% em
março de 2018. No acumulado do
ano, até março, a produção cresceu
8,9%. Em valores nominais, a
receita da indústria cresceu 11,4%
no mês e 15,7% no ano.
Ainda de acordo com o estudo, o
emprego na indústria de móveis
cresceu 1,4% no mês de março.
A produtividade média do setor
cresceu 2,5% em março com
relação a fevereiro e 8,8% no
acumulado do ano até março. Em
relação à balança comercial da
indústria de móveis, as exporta-
ções brasileiras somaram US$ 155
milhões entre janeiro e março de
2018, alta de 10,1% em relação ao
primeiro trimestre de 2017. Já as
importações atingiram US$ 184,3
milhões no trimestre, alta de 24,3%
com relação ao mesmo período do
ano passado.
Segundo dados da Associação
Brasileira da Indústria do Mobiliário
(Abimóvel), a taxa de crescimento
dos últimos 12 meses, (até abril de
2018), das exportações de móveis
foram de 15,1% Na análise por
segmentos, os estofados acumulam
alta de 9%, móveis de metal
3,2%, móveis de madeira 16,2% e
colchões: 8,9%. Já o acumulado do
ano, nos quatro segmentos, apre-
senta crescimento de 17,9%.
O relatório faz parte do conjunto
de ações de Inteligência Comercial
e Competitiva do Projeto Brazilian
Furniture, e consideram as vendas
da indústria moveleira para o
Chile, Colômbia, Emirados Árabes,
Estados Unidos, México, Panamá,
Peru e Reino Unido. Quanto ao
crescimento mensal, abril de 2018
frente abril de 2017, as exportações
do segmento de colchões cresceu
58,7%. Enquanto isso, nos móveis
de madeira o crescimento foi de
23,8%, em móveis de metal 2,2%
e nos estofados alta de 29,8%.
DESEMPENHO MERCADO DE MÓVEIS EM MARÇO DE 2018
Varejo e Indústria
Em volumes físicos (%)
Em valores nominais (%)
No mês
(1)
No ano
(2)
No mês
(1)
No ano
(2)
Vendas Varejo
11,6%
-1,5%
11,6%
-2,4%
Produção Industrial
10,3%
8,9%
11,4%
15,7%
Emprego Industrial
1,4%
4,0%
-
-
Produtividade
2,5%
8,8%
-
-
Notas: (1) variação sobre o mês anterior; (2) variação acumulada no ano sobre igual período do ano anterior.
Fontes: MOVERGS / Termômetro Iemi
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