E-commerce cresceu 24% em 2014, segundo E-bit

Com o maior acesso aos smartphones, mobile commerce dá uma guinada. Relatório informa ainda que 51,5 milhões fizeram compra pela Internet no último ano, sendo 10,2 milhões de estreantes

Publicado em 5 de fevereiro de 2015 | 10:59 |Por: Marina Gallucci

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Mesmo com um cenário econômico não muito favorável em 2014, o primeiro semestre elevou as vendas do e-commerce em 26% e o segundo, em 23%, garantindo assim o fechamento do ano com números positivos

O ano de 2014 apresentou resultado bastante positivo para o e-commerce brasileiro, com crescimento de 24% em relação a 2013 e superando, segundo a E-bit, mais uma vez a expectativa inicial para o faturamento do setor. A receita do formato chegou a R$ 35,8 bilhões – resultado de 103,4 milhões de pedidos feitos, número 17% maior que do ano anterior. As informações são 31º WebShoppers, relatório sobre o comércio eletrônico brasileiro divulgado pela empresa especializada, que é especialista em informações do comércio eletrônico.

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Para 2015, a E-bit prevê que até o final do ano o e-commerce alcance um faturamento de R$ 43 bilhões, 20% maior que em 2014. “A cada ano percebemos um amadurecimento maior do setor de e-commerce no Brasil. Tanto as lojas estão melhorando a experiência de navegação e compra em seus sites, como os consumidores estão confiando mais e aproveitando esta praticidade”, explica o diretor executivo da E-bit, Pedro Guasti.

Número de pedidos e ticket-médio

O crescimento do número de pedidos em 2014 foi de 17% em relação ao ano anterior, chegando a 103,4 milhões. Em 2013 foram 88,3 milhões de encomendas de bens de consumo via Internet. Apesar de as vendas terem se elevado, desta vez, a variação foi menor, já que de 2012 para o ano seguinte o aumento havia sido de 32%. Em 2015, espera-se que o número de encomendas seja 19% maior, chegando a 122,9 milhões.

O tíquete médio das compras de bens de consumo realizadas pelo consumidor nas lojas online em 2014 foi de R$ 347, valor 6% acima do que o registrado no ano anterior (R$ 327). Este ano a estimativa é de manutenção do tíquete médio. Apesar de o ano passado ter sido um ano de Copa do Mundo, o que tradicionalmente eleva o valor com o aumento de vendas de TVs, poderemos ver uma maior migração do offline para o online nas vendas de bens de consumo mais caros como das categorias de Eletrodomésticos, Eletrônicos, Telefonia e Informática, seguindo a tendência dos últimos anos.

E-consumidores

No Brasil temos 61,6 milhões de pessoas que já fizeram alguma compra online. Destes, 51,5 milhões fizeram pelo menos uma compra em 2014 e as demais (10,1 milhões) não compraram pela Internet no último ano. Considerando que tivemos 103,4 milhões de pedidos e relacionando o dado a esse grupo de 51,5 milhões de e-consumidores únicos, chegamos a uma média de duas compras por consumidor no decorrer do ano. Os entrantes, aqueles que estrearam no comércio eletrônico em 2014, representam 10,2 milhões de pessoas.

Mobile commerce

Outro dado importante é sobre o crescimento das vendas por dispositivos móveis. Com cada vez mais pessoas tendo acesso a smartphones e tablets, o mobile commerce representa atualmente 9,7% das compras pela Internet no País. A maior parte dessas transações são originadas de smartphones (56%), de acordo com o registrado no final do ano, tendo superado o uso dos tablets (que iniciou o ano com 60%) para esta finalidade.

O perfil do consumidor mobile traz as classes A e B como as que mais consomem com a plataforma (62%), ante as classes C e D (27%). Este consumidor tem, inclusive, a renda média maior, se compararmos com a daquele consumidor apenas do e-commerce, sendo R$ 6.128 contra R$ 4.378.

Quanto ao sexo e idade, as mulheres são quem mais compram por smartphones ou tablets, representando 56% desse público. A média de idade deste consumidor é de 40 anos, sendo a faixa etária que mais realiza compras vai de 35 a 49 anos (39% delas e 38% deles).

“As pessoas estão criando esse hábito, de entrar numa loja online e visualizar os produtos pela tela pequena. O consumidor tem a conveniência de estar dentro de um shopping center e poder pesquisar os preços em outras lojas pelo comparador de preços e decidir pela melhor compra, esteja onde estiver”, reforça Guasti.

O relatório completo estará disponível para download gratuito no site da eBit.


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