Vendas online na Black Friday equivalem a 7 sextas-feiras comuns

Inédita, a análise feita a partir de dados do Índice Cielo de Varejo Ampliado mostra que a Black Friday vem substituindo parte do movimento do Natal; o e-commerce cresceu 2,5 vezes mais que a média do varejo nos últimos 5 anos

Publicado em 22 de setembro de 2016 | 9:00 |Por: Cleide de Paula

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A Black Friday, data de descontos que entrou no calendário do varejo brasileiro mais fortemente em 2013, mudou o comportamento sazonal das vendas no ano – principalmente para os lojistas de e-commerce. A sexta-feira de descontos já corresponde a sete sextas-feiras comuns em volume de vendas somente no varejo online, considerando o desempenho da data no último ano.

É o que mostra um estudo inédito da Cielo, empresa de tecnologia e serviços para o varejo, sobre o comportamento do varejo e da Black Friday nos últimos cinco anos. A análise foi feita a partir de dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

O estudo mostra ainda que, entre 2012 e 2015, o número de lojas de e-commerce que participaram da Black Friday – ou seja, que tiveram um salto significativo nas suas vendas na data – cresceu 9 vezes.

“A Black Friday mostrou que veio para ficar, a data tem se comportado como um dos últimos grandes picos de compras do ano, substituindo parte do movimento do Natal. Principalmente para o varejista de e-commerce, é a grande oportunidade de bater a meta”, afirma Gabriel Mariotto, gerente de Inteligência da Cielo.

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E a data promocional também colou no varejo físico: o número de lojas que se beneficiaram da sexta-feira de descontos dobrou para 43 mil no último ano na comparação com 2012. Essas lojas realizaram 3,6 vezes mais vendas em relação a uma sexta-feira comum.

Raio X do e-commerce
O estudo revela um crescimento médio de 25% ao ano em receita nominal de vendas para o e-commerce nos últimos cinco anos, contra uma média de 10% ao ano do varejo em geral.

No período, destacaram-se no e-commerce os setores de Varejo Alimentício Especializado, como lojas de bebidas e de chocolates, com crescimento de 43% (sobre 13% no varejo em geral); Drogarias e Farmácias (37% contra 17%); Cosméticos (29% contra 11%) e Turismo e Transporte (28% contra 10%).

Os dados da Cielo também revelam o comportamento de consumo no varejo eletrônico: aqueles que realizaram ao menos uma compra online no primeiro semestre de 2016 tiveram, em média, 25% de seus gastos totais feitos no e-commerce. No período, a frequência de compras neste canal foi de 4,4 vezes, com uma média de gastos online por cliente de R$ 722. Já o ticket médio por compra foi de R$ 164.

O e-commerce já representa 6% do faturamento do varejo. Em alguns segmentos mais consolidados nas vendas por esse canal, como artigos esportivos, essa participação chega a 20%. (com informações da Assessoria de Imprensa)

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