Vendas de Natal tentam resistir após período de compras na Black Friday

Enquanto a concorrência entre as datas promocionais só cresce, varejistas avaliam formas de lucrar mais e se adaptar ao novo momento do varejo

Publicado em 12 de dezembro de 2017 | 17:15 |Por: Ricardo Heidegger

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Cada ano que passa a Black Friday costuma roubar as vendas de Natal no comércio brasileiro. Partindo disso, um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2016, mostra que o desempenho registrado pelo comércio em dezembro foi o pior para o mês de toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), iniciada em 2001, por influência da antecipação de compras.

Divulgação Paulo Pinto/Fotos Públicas

Black Friday e Vendas de Natal

Nos últimos dois ano, o grande apelo da Black Friday no Brasil, foi justamente de adiantar as compras de Natal

É possível visualizar que a concorrência entre as datas promocionais está crescendo. O grande apelo da Black Friday em suas duas últimas edições foi justamente adiantar as compras de Natal, com a oferta de descontos que podem chegar a 70%.

Segundo o IBGE, a ação da última sexta-feira de novembro tem ajudado a aumentar as vendas do mês há cinco anos e desde 2011 a distância entre os patamares de vendas dos dois últimos meses do ano vão diminuindo, confirmando novembro como mês de antecipação.

Outros dados de mercado dão conta da perda de protagonismo do Natal para Black Friday, e também para os saldões de janeiro. No passado, o faturamento das vendas de Natal representava 70% de um mês comum, e hoje apenas 30%. A percepção é que, com a diminuição de renda das famílias, os consumidores optam por se beneficiar dos preços promocionais em novembro, algo extremamente atrativo para os consumidores, sobretudo em tempos de crise, como tem sido os últimos anos. Ainda assim, o dia de descontos não gera os mesmos resultados da época em que o Natal ainda era a data mais esperada em vendas para o varejista, aquecida, sobretudo, pelo pagamento do 13º salário.

Mudança de pensamento

Para a diretora da Top People, empresa especializada em trade marketing e recrutamento e seleção, Ádila Ribeiro Berretella, cada vez mais a Black Friday está tirando uma fatia do ticket médio das vendas de Natal, que sempre foi a primeira data no calendário de vendas. Se na liquidação o faturamento do varejista se mostra espetacular, depois recua porque existe um movimento de represamento de vendas, já que o orçamento do consumidor é único e ele decide quando gastar.

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“É necessário repensar urgentemente essa fórmula que se estabeleceu. Na verdade, já existe no Brasil um movimento favorável dos varejistas para que a data promocional seja transferida para um mês mais fraco em vendas, como setembro. Por outro lado, também há quem defenda outra forma de trabalhar essa dinâmica: oferecer, por exemplo, descontos na Black Friday, aproveitar o que for possível para o Natal e, caso as vendas sejam promissoras, prorrogar as promoções”, pontua.

(com informações de assessoria)


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