Varejo volta a crescer impulsionado pelas vendas de móveis e eletrodomésticos

Pesquisa do IBGE aponta que vendas de móveis e eletrodomésticos foram os principais responsáveis pelo crescimento do varejo em 2017

Publicado em 9 de fevereiro de 2018 | 13:51 |Por: Luis Antônio Hangai

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Depois dois anos em queda, o comercio varejista voltou a crescer em 2017, fechando com alta acumulada de 2% em volume de vendas e 2,2% em receita nominal no comparativo com o ano anterior. A Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que as vendas de móveis e eletrodomésticos foram decisivas para a retomada: isoladamente o setor conjugado cresceu 9,5% em volume e 7,7% em receita.

O volume de móveis e eletrodomésticos comercializados foi o que mais contribuiu para o balanço anual, ficando à frente de vestuário e calçados (7,6%) e artigos farmacêuticos (2,5%). Quanto à receita nominal, foi a terceira mais influente, sendo superada justamente por vestuário e calçados (10,3%) e artigos farmacêuticos (9,4%)

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Segundo a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, a redução da taxa de juros em 2017 estimulou o consumo no segmento. “Com uma dinâmica de vendas associada à maior disponibilidade de crédito, o setor se recuperou após três anos em queda”, comenta.

Vendas de móveis e eletrodomésticos 1
Vendas de móveis e eletrodomésticos

Entretanto, ainda é cedo para comemorações. Embora em ritmo de recuperação, as vendas de móveis e eletrodomésticos ainda não se recuperaram completamente das abruptas quedas registradas em 2016 e 2015, cujos saldos negativos em volume foram de -12,6% e -14,1% e de receitas -7,5% e -11,9%, respectivamente.

Vendas de móveis e eletrodomésticos em separado

Vistos em separados, o varejo de móveis em 2017 dá indícios de que volta a crescer, mas num ritmo muito mais lento do que os de eletrodomésticos. Tanto que, apesar de juntos os setores terem crescido no acumulado do ano 9,5% em volume e 7,7% em receita, o comércio de mobiliário isoladamente apresentou baixa de -2,2% em volume e discreto crescimento de 2,1% em receita. Os eletrodomésticos, por sua vez, aumentaram o volume de vendas em 10,2% e 8,4% em receita.

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Apesar de uma retomada mais lenta frente aos eletrodomésticos, o varejo de móveis vem aos poucos se recuperando. O crescimento na receita de 2,1%, embora seja considerado baixo, está muito acima dos -9,9% e -12% registrados em 2016 e 2015 respectivamente. As tabelas abaixo representam o ritmo de crescimento do varejo de móveis em comparação aos eletrodomésticos durante o ano de 2017.

Vendas de móveis e eletrodomésticos
Vendas de móveis e eletrodomésticos


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