Vendas de móveis e eletrodomésticos em julho registram maior queda do varejo

Setor recuou 4,8% na passagem de junho para julho e acumula primeira taxa negativa do ano, segundo IBGE

Publicado em 13 de setembro de 2018 | 15:04 |Por: Luis Antônio Hangai

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O volume de vendas de mobiliário e eletrodomésticos caiu 4,8% na passagem de junho para julho, segundo a mais recente Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O segmento foi o que sofreu a maior queda entre as atividades comerciais no período e o que mais influenciou a taxa global negativa de 0,5% do setor varejista. Trata-se também da maior retração no ramo de móveis e eletro desde janeiro de 2016, quando o índice destes produtos registrou -9,2% frente a dezembro do ano anterior.

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Além do setor moveleiro e de eletrodomésticos, a pressão negativa no comércio varejista também foi exercida pelos segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,5%) e tecidos, vestuário e calçados (-1,0%), que juntos pesaram 30% do total do varejo. Ainda com queda em relação a junho de 2018, figuram equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%).

Na comparação entre julho de 2018 e o mesmo mês do ano passado, a queda foi ainda mais acentuada nas vendas de mobiliário e eletrodoméstico: -6,9%, terceiro principal impacto negativo na formação da taxa total do comércio. O varejo como um todo recuou 1%, com cinco das oito atividades registrando queda nas vendas. O IBGE ressalta, porém, a influência da base de comparação elevada, considerando a liberação de recursos do FGTS ocorrida entre março e julho de 2017 que alavancou o consumo no período.

Vendas de mobiliário e eletro acumulam taxa negativa

Devido à sequência de resultados negativos, o comércio varejista de móveis e eletrodomésticos chega a acumular no ano taxa negativa (-0,5%) em julho em comparação com o mesmo período do ano passado, o que não se repetia desde fevereiro de 2017 (-0,8%). Considerando apenas os produtos de mobiliário, a retração acumulada em 2018 é de -3,7%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o segmento de móveis e eletrodomésticos ainda se mantém com taxa positiva de 5,2%, embora este seja o menor resultado do ano, mantendo a perda de ritmo iniciada em abril de 2018 (9,6%). Vistos separadamente, o mobiliário detém alta de 1,8%, enquanto que eletrodomésticos avança em 7%.


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