Vendas a prazo caem em setembro, aponta SPC Brasil

Consultas para vendas parceladas registram queda de 0,10% em setembro. Maior rigor na concessão de crédito e alto custo de financiamento dificultam expansão das vendas a prazo

Publicado em 6 de outubro de 2014 | 11:35 |Por: Marina Gallucci

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Após registrar crescimento em agosto, o volume de consultas para vendas a prazo, que sinalizam o comportamento da atividade comercial, voltou a apresentar queda no mês de setembro, de acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A retração observada em setembro nas vendas parceladas foi de 0,10% na comparação com o mesmo mês de 2014.

Marcos Santos USP Imagens

Na comparação mensal,  as vendas a prazo cresceram sobre o mês de agosto, porém, segundo a CNDL, o dado é reflexo do segmento têxtil e calaçadista, em função da mudança de estação

Na comparação mensal, as vendas a prazo cresceram sobre o mês de agosto, porém, segundo a CNDL, o dado é reflexo do segmento têxtil e calçadista, em função da mudança de estação e lançamento de novas coleções

O fraco resultado das vendas a prazo também se repetiu no consolidado do ano, segundo os indicadores. No acumulado dos nove primeiros meses de 2014, frente à igual período de 2013, as vendas parceladas somam queda de 0,91%. Já na comparação mensal, em geral mais volátil, as vendas cresceram 0,43% sobre o mês de agosto.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os juros elevados que encarecem o crédito, a estagnação do crescimento da massa salarial e a menor geração de empregos, assim como a persistência da inflação em patamar elevado contribuíram para o resultado negativo.

“Temos observado que o quadro de enfraquecimento da atividade econômica como um todo tem refletido de modo negativo no consumo. A inflação vem reduzindo o poder aquisitivo dos consumidores, principalmente daqueles com menor renda. Por isso, as compras de produtos com mais valor agregado, que geralmente são parceladas, têm sido adiadas”, comenta a economista.

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O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, explica que com o cenário econômico enfraquecido, observa-se uma tendência de maior rigor no processo de concessão de crédito por parte dos lojistas. “O momento é menos favorável ao consumo das famílias, uma vez que o custo para o consumidor comprar a prazo aumentou”, conclui.

Reprodução SPC/CNDL

Variação anual do índice de vendas a prazo

Variação anual do índice de vendas a prazo

Para Pellizzaro Junior, a expectativa dos lojistas é que com as contratações temporárias de fim de ano e o aumento do poder de compra com o pagamento de dissídios salariais e do 13º salário, as vendas apresentem uma leve recuperação nos próximos meses.

A edição em circulação da Móbile Lojista, número 311, traz uma matéria sobre as expectativas do varejo para o fim de ano. A versão digital exclusiva para assinantes está no ar, mas você também pode acessar gratuitamente por meio de tablets, basta baixar o aplicativo na App Store, para iPad, ou no Google Play, para sistema Android.

(com informações da assessoria de imprensa)


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