Como será o varejo nos próximos 10 anos?

O presidente da Ambiesv comenta quais são as tendências que influenciarão o segmento no futuro

Publicado em 22 de setembro de 2015 | 19:00 |Por: Marina Gallucci

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Divulgação

Julio Takano

Julio Takano

O varejo de móveis está mudando. Acompanhando as tendências de consumo, marcas e lojistas terão que se adaptar a novas formas de comprar. É sobre isso que o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo (Ambiesv), Julio Takano, conversou com a equipe do portal eMobile. Confira a seguir a comentários do dele, que também é fundador e CEO da Kawahara | Takano, sobre diversos temas ligados ao futuro do varejo de móveis:

Loja “figital”
As principais delas estão relacionadas à interatividade da loja física com a digital. Os varejistas precisarão entender o comportamento o omniconsumidor, aquele que está conectado com a internet, acessa a loja digital e pesquisa preço e faz a compra na física e vice-versa; aquele que pesquisa na loja física e compra na loja digital; aquele compra um produto na digital e quer trocar na loja física. Estes diferentes processos envolvem a construção de um novo entendimento da jornada de compra do consumidor e, desta forma, auxiliará na configuração do novo layout do ponto de venda físico: o comércio digital estará presente e recebendo o nome de “loja figital”, onde a experiência de compra é reforçada pela interatividade com os produtos e enriquecida pelo grande sortimento da loja digital.

Estilos de vida
Outra grande transformação do varejo será decodificar nos produtos e soluções a serem entregues o conceito de lifestyle. Os departamentos de compras e desenvolvimento de produtos passarão por uma verdadeira reconstrução para se reinventarem e estar alinhados às aspirações do omniconsumidor. Neste novo universo, as commodities serão obsoletas, e o lifestyle terá o papel de inclusão social, status e reconhecimento de valor de marca.

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Conhecer quem é o consumidor e seu estilo de vida – básico, casual, moderno, clássico, contemporâneo, urbano, entre outros – resultará em assertividade das novas coleções e desenvolvimento de produtos. Não estou falando somente de moda e cosméticos, tudo praticamente será norteado pelo lifestyle dos consumidores, da moda aos materiais de construção.

Sinergia
Neste novo universo, os varejistas e fabricantes que não conseguirem traduzir as aspirações do consumidor estarão condenados a serem menos desejados. Em busca de posicionamento de suas marcas, a indústria e o varejo construirão novas alianças e modalidades e formatos de lojas inéditos, por exemplo: indústrias com uma grande quantidade de produtos e soluções não mais encontrarão no varejo tradicional a solução para capilarização de seus produtos e soluções.

Para isso, construirão lojas flagships para aumentar junto ao canal B2B percepção de portfólio, muitíssimo importante para a construção dos pedidos e, consequentemente, surpreender os consumidores no canal B2C. Esses formatos servirão de enorme plataforma de Business Inteligence para conhecer o comportamento de compra do consumidor e, em um ciclo virtuoso, abastecer de maneira rápida a própria indústria com informações estratégicas valiosíssimas.

Papel do varejo

Shutterstock

Cresce participação de vendas em e-commerce via dispositivos móveis

Comportamento do consumidor multicanal demanda nova postura das marcas e do varejo

O segmento, cada vez mais, será um centro de entretenimento, onde o omniconsumidor poderá vivenciar os “10 minutos de férias por dia” – lojas que aglutinarão moda, cosméticos, gastronomia e entretenimento farão parte com maior frequencia dos modelos âncoras em novos centros comerciais.

A multi-inteligência de varejo será cada vez mais um diferencial competitivo e surgirão novos grupos fomentadores de negócios de varejo, onde, por meio do múltiplo conhecimento setorial, poderão acelerar as curvas de maturação nos negócios ao mesmo tempo em que ditarão as tendências de mercado. Isto posto haverá uma simbiose nas atuações das indústrias e varejistas no sentido da construção de fortes alianças estratégicas para levar ao omniconsumidor experiências relevantes e inesquecíveis, enfim todos unidos para gerar cultura de consumo!

O tema será abordado também por outros especialistas na revista especial do prêmio Top Móbile, que entra em circulação em breve, em matéria sobre o que à que as marcas de móveis seriados precisam estar atentas para serem as mais lembradas. Aguarde.


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