Varejo de móveis apresenta queda no volume de vendas

Segundo IBGE queda ocorreu por causa da disponibilidade de crédito e diminuição do poder de compra das famílias

Publicado em 16 de fevereiro de 2017 | 11:39 |Por: Érica da Costa Diniz

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O Instituto Brasileiro de Gestão e Estatística (IBGE) divulgou os resultados dos indicadores de volume de vendas do comércio varejista nacional. No índice acumulado no ano de 2016, frente à igual período do ano anterior, o varejo de móveis apresentou queda de 12, 1%, enquanto a categoria Móveis e eletrodomésticos apresentou queda de 12,6%. No geral, o comércio varejista registrou recuo de 6,2%.

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IBGE

Móveis tem terceiro maior impacto negativo na taxa anual do comércio varejista

As vendas no  varejo de Móveis e eletrodomésticos apresentaram o segundo maior impacto negativo na taxa anual do comércio varejista (-12,6%) e foi menos acentuado do que no fechamento de 2015 (-14,1%). Com uma dinâmica de vendas associada à disponibilidade de crédito e a evolução dos rendimentos, o resultado do setor, abaixo da média geral, foi influenciado principalmente pela elevação da taxa de juros nas operações de crédito às pessoas físicas e pela queda da massa real de rendimentos.

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Em dezembro de 2016, o volume de vendas do comércio varejista nacional recuou 2,1% em comparação com o mês anterior na série livre de influências sazonais. Com resultados negativos em quatro das oito atividades que compõem o varejo: Móveis e eletrodomésticos obteve o menor recuo com (-2,5%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,0%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,9%). Essas atividades recuaram em dezembro após aumento de vendas registrado em novembro, com variações de 2,0, 1,0% e 4,3%, respectivamente. Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,1%) registrou queda maior que a observada no mês anterior (-0,3%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor varejista mostrou queda de 4,9%, com perfil disseminado de resultados negativos alcançando todas as atividades que compõem o comércio varejista.  Móveis e eletrodomésticos (-8,9%), e Tecidos, vestuário e calçados (-8,8%), exerceram igualmente a segunda maior influência negativa sobre o resultado global, o principal impacto negativo na formação da taxa geral veio do recuo de 2,9% registrado no volume de vendas do setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.

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