Varejo de móveis e colchões deve ter um ano de franca recuperação, aponta Iemi

A projeção é que o consumo do setor cresça em 2018 na ordem de 5,3% em volume de peças comercializadas e 9,5% em valores

Publicado em 2 de fevereiro de 2018 | 10:41 |Por: Luis Antônio Hangai

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De acordo com uma estimativa do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), o varejo de móveis e colchões no Brasil deve ter um ano de franca recuperação. A projeção é que o consumo destes bens duráveis cresça em 2018 na ordem de 5,3% em volume de peças comercializadas e 9,5% em valores.

Este ano, segundo a pesquisa, os lojistas devem vender cerca de 410,5 milhões de peças de mobiliário e colchões, superando a marca de 390 milhões alcançadas em 2017. Em valores, o montante pode chegar a R$ 92,1 bilhões contra R$ 84,1 bilhões em vendas no ano anterior. O preço médio por peça também deve subir a aproximadamente 3,95%.

Gráfico Varejo de Móveis e Colchões

Fatores de recuperação no varejo de móveis e colchões

Para o diretor do Iemi, Marcelo Prado, um conjunto de fatores vem favorecendo a retomada do setor moveleiro: maior controle sobre a inflação, juros em queda, aumento da empregabilidade, além da estabilidade no câmbio. Tudo isso permite um crescimento na oferta de crédito, uma das principais condições para o aumento do consumo no varejo de móveis e colchões.

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“Outro fator fundamental é a recuperação dos financiamentos e do mercado imobiliário, cujo boom terminou em 2013, mas que agora está se recuperando, embora sempre de forma mais lenta que os bens de consumo”, diz o diretor sobre um dos principais segmentos que movem a indústria e o varejo moveleiros.

Segundo o diretor do Iemi, o prolongado e intenso período de crise também gerou uma demanda reprimida em praticamente todas as classes. “Quando a situação começa a melhorar, o consumidor acredita ser um bom momento para sanar uma necessidade, e nisso as famílias investem, fazem troca de colchão e de mobiliário. A recuperação é mais acentuada nas classes média e alta, mas, por outro lado, estas são também as que apresentam menos demanda reprimida”, diz.

Desafios e obstáculos para 2018

Apesar do cenário otimista, Prado acredita que 2018 não será um ano livre de obstáculos e turbulências. Segundo ele não há que se esperar um crescimento acelerado e evolução todos os meses, mas sim um ciclo de recuperação e indicadores positivos que se sobressaem porque são comparados aos do período de crise.

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“Será um ano bastante produtivo pro setor, mas porque estamos saindo de uma curva negativa, que só vinha caindo. O que se pretende é que nos próximos anos voltemos a produzir num padrão Brasil. Aos poucos vamos recuperando investimentos, bens de capital e começamos a entrar novamente num ciclo virtuoso”, avalia o diretor.

Quanto à incógnita do cenário eleitoral, Prado acredita que o mais importante será a atitude do candidato eleito com relação ao déficit fiscal e as dívidas crescentes. “Resta saber o quão conservador o arrojado será o governo no sentido de corrigir este problema fiscal que passa também pelo déficit na previdência”.


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