SPC projeta uma inadimplência de 3% em 2015

Apesar do viés de alta, economistas da instituição acreditam que índice vai manter os patamares de 2014

Publicado em 19 de janeiro de 2015 | 9:26 |Por: Marina Gallucci

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Marcos Santos USP Imagens

A segunda maior representatividade do índice de indadimplência fica por conta do comércio, que concentra 21% do total de dívidas não pagas

Para 2015, os economistas do SPC Brasil projetam um crescimento do número de pessoas em situação de inadimplência semelhante ao observado no ano passado, mas com viés de alta, caso a atividade econômica não esboce recuperação e o mercado de trabalho sofra com o corte de vagas.

Em entrevista à agência Estado, a economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), Marcela Kawauti, conjecturou que a inadimplência deve fechar 2015 com alta de 3%. Esse é um patamar muito próximo ao do enceramento do ano passado, de 3,45%, anunciado na última semana.

As previsões para 2015, de acordo com a economista, tornam-se mais complicadas devido aos ajustes fiscais promovidos pelo governo e a incerteza os reais impactos sobre a atividade e a percepção dos agentes econômicos. Além disso, lembrou Marcela, a economia fraca, a taxa de juros elevada e a inflação foram a tônica de 2014 e devem continuar este ano.

2014

No mês de dezembro, apesar de o volume de consumidores com contas em atraso crescer 3,45% frente ao mesmo período de 2013, trata-se do menor crescimento apresentado para os mês desde o início da série histórica, revisada em 2011.

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Os números do fim de ano mostram que a inadimplência do consumidor cresceu em um ritmo menos intenso, após o pico registrado no mês de agosto, quando a variação havia ficado em 5,09%. A partir desses números o SPC Brasil estima que aproximadamente 54,5 milhões de consumidores terminaram o ano de 2014 com restrições no CPF por não terem quitado dívidas.

Os dados na comparação com novembro de 2014, sem ajuste sazonal, também mostram a inadimplência em queda no mês: o recuo foi de 0,94%. Esta queda confirma as expectativas do SPC em relação à injeção de capital extra com o pagamento do 13º salário e ao incremento de vagas temporárias no mercado de trabalho favorecem o pagamento das dívidas.

Paulo Pinto

Natal no varejo

Os dados de inadimplência na comparação com novembro de 2014, sem ajuste sazonal, também mostram a inadimplência em queda em dezembro: o recuo foi de 0,94%

Segundo os economistas, embora os dados de menor crescimento na comparação anual sejam interpretados aparentemente como números positivos, o crescimento da inadimplência num menor ritmo tem como causa principal a baixa atividade econômica do país e a maior seletividade na concessão de crédito.

Para o SPC Brasil, os bancos e os estabelecimentos comerciais passaram a conceder menos crédito, fato que tem como consequência a redução dos riscos de calotes nas compras parceladas. “As vendas de itens essencialmente ligados a crédito, como móveis e eletrodomésticos, veículos e materiais de construção têm apresentado franca desaceleração, desde o início de 2013”, afirma Marcela.


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