Setor moveleiro é afetado por bloqueio das rodovias

A duas semanas da Movelpar, paralisação prejudica escoamento de cargas e a chegada das equipes de montagem ao pavilhão da feira

Publicado em 23 de fevereiro de 2015 | 18:16 |Por: Marina Gallucci

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Manifestações bloqueiam estradas no Paraná e em diversos estados do País

Manifestações bloqueiam estradas no Paraná e em diversos estados do País

O setor moveleiro passa por mais um desafio frente ao já delicado momento que vive o País e na iminência da realização da feira Movelpar. A semana começou com diversos pontos interditados nas rodovias estaduais do Paraná em consequência das paralisações dos caminhoneiros que bloqueiam diversos trechos. A medida está impedindo a entrega/recebimento de matérias-primas e produtos acabados, bem como o acesso ao pavilhão de exposições em Arapongas (PR).

A paralisação também atinge outros seis estados em todo o Brasil: Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em alguns trechos, o problema vem se arrastando desde o dia 13 de fevereiro, com bloqueios parciais em algumas regiões dos estados afetados pelo protesto.

Arapongas

A predominância quase que unânime do transporte de cargas pelo sistema rodoviário suscita a preocupação dos empresários com a paralisação e com os efeitos que o setor moveleiro pode ter, conforme a série de relatos recebidos ao longo do dia pela equipe do Portal eMóbile.

A BR-369 é uma das vias que sofrem o bloqueio, justamente nas proximidades da praça do pedágio do polo de Arapongas, onde será realizada a Movelpar – Feira de Móveis do Paraná, entre os dias 9 e 13 de março, no Expoara – Centro de Eventos.

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Os relatos são de que a fila de caminhões já se estende por vários quilômetros e chega ao trevo de acesso ao município de Rolândia – que fica há 14 Km do município. Sem rotas alternativas, o bloqueio afeta, além do escoamento de mercadorias, o início da montagem dos estandes, marcado para hoje.

Segundo a coordenadora de Marketing da DJ Móveis, Juliana Romero, a empresa já se encontra com o estande parado. “A situação iniciou no sábado, então eu tenho um caminhão parado próximo a Califórnia, dois em Apucarana e outro há 50 metros do Expoara”, reclama.

Mesmo que o fluxo dos caminhões seja normalizado na quarta-feira, conforme informações obtidas pela companhia, Juliana diz que a equipe teria que “correr” para terminar de montar o estande. “Deram essa previsão para nós, mas, de qualquer maneira, não mediremos esforços para entregar uma Movelpar de qualidade, vamos trabalhar noite e dia se necessário”.

Motivos

Entre as principais reclamações dos profissionais que realizam os bloqueios, estão o alto preço do combustível e os baixos valores dos fretes. No Paraná mais uma reclamação entra na lista, a dos valores dos pedágios. Além disso, a categoria pede a fixação do frete por quilômetro rodado e a carência de seis meses a um ano para o financiamento de veículos de carga.

Já a coordenadora de marketing da Simbal, Rosangela Martins, comenta que não recebeu nenhuma previsão de quando a situação voltaria ao normal. E, embora a empresa, não tenha sentido nenhum efeito na montagem da feira – por ter antecipado o transporte do material, já sente as consequências na entrega aos seus clientes. “Estamos com 12 cargas paradas – os caminhões carregados e estacionados no pátio. Não temos como abastecer nem a nossa filial, porque também precisamos passar pela praça do pedágio que está parada. Estamos meio que ilhados”.

Ela comenta ainda que os clientes estão cientes da gravidade da situação, pois estão sendo informados por fabricantes de diversas regiões daqui do Paraná de que as cargas não irão chegar. “Hoje falamos com uma rede, que teve cancelamento de vinte empresas, só de Arapongas. Cargas que tinham que chegar hoje e não chegaram”.

Outra preocupação, conta Rosangela, é em relação ao combustível. “Os postos já estão começando a alertar que pode faltar, pois não receberam seus carregamentos. Então esse problema pode afetar de um modo geral a região”. Até o fechamento desta reportagem, a notícia é de que, por conta dos bloqueios, alguns postos de combustíveis o sudoeste e do oeste do Paraná já enfrentam desabastecimento.


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