Romera: 2015, ano de trabalho (e otimismo!)

Julio Lara fala sobre o ano do varejo e da Romera Móveis e Eletrodomésticos no atacado, que atua como facilitadora no fornecimento de produtos para lojas menores

Publicado em 3 de abril de 2015 | 16:10 |Por: Marina Gallucci

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Marina Gallucci/Revista Móbile

Lara: “a meta é ser cauteloso, esperar as coisas ficarem mais claras. O ano não permite alguns erros. É um ano para fortalecer onde já estamos, e abrir lojas pontuais”

Lara: “a meta é ser cauteloso, esperar as coisas ficarem mais claras. O ano não permite alguns erros. É um ano para fortalecer onde já estamos, e abrir lojas pontuais”

O diretor-executivo da rede varejista e atacadista paranaense Romera, Júlio Lara, conversou com exclusividade com a equipe do Portal eMobile sobre as expectativas da empresa para o ano tanto para o varejo quanto para sua atuação na área atacadista, como fornecedora de móveis e eletrodomésticos para pequenos lojistas.

Esse ano, a Romera Móveis e Eletrodomésticos participou pela primeira vez da Movelpar – Feira de Móveis do Estado do Paraná como expositora e o diretor colheu impressões positivas para 2015 tanto para quem é do varejo quanto para quem fornece para o segmento. Confira a seguir:

Portal eMobile – Nesse ano em que a palavra crise torna-se mais frequente, quais as estratégias da Romera pra lidar com o período?
Júlio Lara – Toda crise tem ameaça e oportunidade. Você tem que cuidar com a primeira, e aproveitas a segunda. Se você olhar só para as ameaças, acaba tolhendo a capacidade criativa. E se você não tem criatividade você não enxerga uma oportunidade no momento de crise.

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“Não tem como se aventurar no e-commerce, pois qualquer deslize pode comprometer o projeto todo. Ainda não é o tempo, temos outras plataformas para atacar: do varejo tradicional, do atacado. Quem sabe no futuro…”

Da nossa parte, até pelo que percebemos durante a Movelpar, o pessoal está muito animado. A Romera está fazendo um ano muito bom até aqui – janeiro foi muito bom, fevereiro foi realmente ruim, mas março começou com perspectiva positiva e percebi a mesma leitura de outros lojistas.
Além disso, existe uma notícia [do Data Popular] de que as classes C e D têm R$ 1 trilhão para gastar em 2015. Ou seja, tem produto, vai ter dinheiro e vai ter consumo. A questão é você ter o produto certo, no lugar certo, na praça certa.

E como vocês fazem para construir esse mix de produtos, considerando os diferentes perfis da classe C e as particularidades das regiões do País?
Lara – Hoje não tem mais como fazer tudo igual. Tem que agir no Acre de uma maneira diferente do que no Paraná. O produto lá é um, aqui é outro – o que exige mais competência em fazer o negócio. Nosso público é de classe C e o critério [para definir o perfil] é a renda, mas precisamos levar em conta as influências culturais e de costumes que, certamente, têm um peso na hora de escolhermos determinados produtos. É um desafio ter um mix regional, pontual, mas acreditamos que é assim que funciona bem.

Hoje, a Romera tem 210 unidades em oito estados: Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Manaus, Pará e Acre

Dos mercados onde a Romera atua, além da diferença do mix, como enxergam a concorrência ou ainda os ajustes necessários para atender mercados distantes, como o Pará, por exemplo?
Lara – É diferente. Primeiro, são mercados pouco explorados e mercados mais explorados [no Norte e no Sul]. Lá no Pará, por exemplo, como toda região Norte, há uma grande demanda e poucas pessoas ofertando. Mas, em contrapartida, há a logística – que não é qualquer um que consegue fazer – e a relação de pessoal – que não é fácil treinar. Como tudo na vida: há ameaças e oportunidades. Mas, estamos investindo lá e temos expectativa de colher bons frutos em curto prazo para a Romera.

Mas como é a estrutura para atender esses mercados em relação aos fornecedores?
Lara – Possuímos Centro de Distribuição em cada estado, mas em relação ao mix há alguns produtos que são entregues no Brasil inteiro e outros que desenvolvemos parcerias com fornecedores locais, devido ao custo da logística que, em alguns casos, pode ficar absurdo.

E no ponto de venda muda o trabalho com os vendedores para eles não se contaminarem com o pessimismo?
Lara – Acredito que os vendedores não têm por hábito estar tão informado com relação à economia – o que acontece em Brasília não o afeta muito. O que afeta é falta de movimento na loja, não ter o produto certo na loja, ou se não tiver condição e preço competitivo. Então estamos trabalhando com eles isso, colocando alguns planos em dez vezes sem juros, lançamentos… Acredito que a equipe da ponta se movimenta e não é tão suscetível às más notícias.

Divulgação Romera

Romera

Campanhas da Romera vão reforçar seus preços, planos de pagamento e  lançamentos para atrair os consumidores

E qual a estratégia da Romera com a atuação no atacado?
Lara –
Como atacadistas atendemos pequenos lojistas de alguns estados brasileiros – Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Manaus. Atendendo os pequenos, pois a estes falta muitas vezes potência de compra para requerer diretamente com o fabricante. Temos uma condição especial para esse lojista. A Movelpar foi a nossa primeira feira e tivemos boas surpresas, como novos clientes e pessoas que estão apostando muito no ano. Percebemos que a sintonia do empreendedorismo brasileiro não é a mesma das notícias que nós ouvimos.

Mas como fazem para que a Romera varejista não conflite com a atuação desses lojistas menores?
Lara –
Nós não competimos com eles diretamente, pois nossos clientes, esses pequenos comércios, estão em municípios onde a Romera não atua – cidades de 10 a 25 mil habitantes. Tomamos cuidado com as entregas, por exemplo, com caminhão que não são próprios, para a população não vincular a nossa marca com a do lojista da cidade. É uma harmonia. Eles conseguem ter os mesmos produtos com que os grandes varejos trabalham, então, acreditamos que seja uma boa solução.


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