RJ é segundo estado com maior potencial de consumo

Pequeno em dimensão, grande em poder de consumo, o Rio de Janeiro continua tendo atenção especial de muitas marcas

Publicado em 24 de junho de 2014 | 16:11 |Por: Marina Gallucci

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Pedro Kirilos/Riotur

Representando um mercado de R$ 325 bilhões de reais, mesmo com o pequeno território, o Rio de Janeiro é segundo estado com maior potencial de consumo, perdendo só para São Paulo

Representando um mercado de R$ 325 bilhões de reais, mesmo com o pequeno território, o Rio de Janeiro é segundo estado com maior potencial de consumo, perdendo só para São Paulo

Dono do segundo maior potencial de consumo geral do Brasil, o Estado do Rio de Janeiro hoje representa um mercado de mais de R$325 bilhões de reais, segundo dados do IPC Maps 2014, divulgados pela IPC Editora. Na categoria Mobiliário e Artigos para o Lar, abarcada pela pesquisa, o Rio de Janeiro aparece em terceiro lugar, respondendo a um mercado de quase R$ 4 bilhões, atrás de Minas Gerais e São Paulo.

O Rio de Janeiro, comenta o diretor da IPC Marketing, Marcos Pazzini, apresenta estabilidade no que se refere a sua participação do potencial de consumo. Isso se dá, segundo ele, porque o Estado não sente como em outras regiões, o movimento de migração social positiva, de crescimento da classe média.

Segundo dados do IPC Maps – que utiliza Critério Brasil, da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), de classificação das classes socioeconômicas –, hoje o Estado possui 36,9% de domicílios da Classe B (média) que respondem por uma capacidade de consumo de 50,7% do total e 45,2% moradias da Classe C (emergentes), 23,9% de potencial.

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Sobre o ranking de potencial em Mobiliário e Artigos do Lar, Pazzini acrescenta que o Estado mineiro, apesar de indicar sinais que atingiu o limite do impacto mobilidade social, ainda tem uma demanda maior gerada pelo desempenho da construção civil. “Enquanto Minas tem uma área maior para lançamentos imobiliários, o Estado fluminense é muito pequeno”, argumenta.

Pequeno notável

Pazzini ressalta o fato de o Estado ser tão representativo no potencial de consumo, a despeito de seu porte geográfico e tamanho da população. “Mas isso acontece porque já abrigou a capital [do País] e tem uma série de outros elementos políticos que ajudam a manter a posição”, fala.

Quem destaca isso também é o antropólogo do Consumo e sócio-diretor da Consumoteca, Michel Alcoforado, que afirma que o “pensar no consumidor” começou com o carioca, o público da capital do Estado. “Um ponto de vista que chama a atenção é o fato da indústria cultural brasileira, por muito tempo, ter suas bases no Rio de Janeiro. Então, o foco nesse consumidor sempre foi muito grande”, diz.

Confira essa reportagem completa na edição 307 da revista Móbile Lojista.


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