Reoneração de folha ameaça setor moveleiro em 2016

Em meio à crise política e econômica, mais um aumento de custos assombra empresários

Publicado em 9 de dezembro de 2015 | 10:40 |Por: Guilherme Stromberg Guinski

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Válida desde o dia 01/12, a reoneração da Contribuição Previdenciária sobre Receita Bruta (CPRB) adiciona mais um aumento nos custos do empresário brasileiro. Entre os aumentos nas alíquotas de 56 setores, três, em especial, afetarão diretamente o setor moveleiro: Indústria de Móveis, Varejo e Transporte de Cargas. Cada um passará de 1% para 2,5%, o que significa um aumento de 150%.

Imagem: Gelson Bampi

Reunião Abimóvel

Presidente da Abimóvel, Daniel Lutz. Foto:Gelson Bampi

Por outro lado, a escolha por manter a CPRB também se tornou facultativa. Cada empresa pode também optar pela Contribuição Previdenciária Patronal (CPP), com incidência de 20% sobre a folha de pagamento. As empresas têm 90 dias para trocar para o sistema que for menos desvantajoso, contudo a mudança será válida apenas a partir de 2016.
Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóvel), Daniel Lutz, “A mudança entre os 2,5% e os 20% vai depender de cada caso. Para uma folha de pagamento mais alta ainda pode ser mais vantajoso manter os 2,5%. Mas, em qualquer caso, vai dificultar bastante as vendas. Isso apenas a venda direta da indústria, ainda terá mais a incidência sobre transporte e varejo.”

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No caso do varejo, o diretor geral das Lojas MM, Emilio Glinski, diz que irá optar pela cobrança de 20% sobre a folha de pagamento “o que significa um aumento de aproximadamente 3%. Nós temos uma folha de aproximadamente R$6 milhões, o que acarreta em um aumento de R$180 mil ao mês.”
Com esta medida, o governo espera ter uma arrecadação R$10 bilhões mais alta. Mas a que custo? Aumento ainda mais astronômico da taxa de desemprego? Quedas ainda mais drásticas na produção industrial? Volume de vendas ainda menor no varejo?
No entanto, apesar das dificuldades, Glinski diz estar preparado para 2016, “Nós estamos aproveitando ao máximo as oportunidades. Estamos percebendo o enfraquecimento de alguns concorrentes, reduzindo nossas despesas, mas mesmo assim não será o suficiente. Teremos que fazer muito mais com menos.”


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