Recuperação do consumo só no 2º semestre de 2017

Para SPC Brasil, os fatores negativos que influenciam os consumidores como juros, inflação, desemprego e queda da renda só devem mostrar melhora após o primeiro trimestre do ano que vem

Publicado em 13 de dezembro de 2016 | 15:05 |Por: Cleide de Paula

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Dados divulgados nesta terça-feira (13/12) pelo IBGE mostram que as vendas no varejo seguem em queda em outubro, com uma variação de -8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Diante desses dados e da conjuntura econômica ainda desfavorável, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) avalia que um início de recuperação no consumo é previsto apenas para o final do primeiro semestre do ano que vem.

“Por ora, a situação do consumidor segue muito influenciada por fatores negativos, como juros altos, inflação, desemprego e queda da renda. A expectativa é de que essas variáveis mostrem alguma melhora apenas em 2017”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “E ainda existe uma defasagem para que possamos ver efeito positivo sobre os dados de consumo. O risco a este cenário está ligado ao ajuste fiscal em curso, à instabilidade política e ao cenário externo, que podem minar a confiança de consumidores e empresários, adiando ainda mais a recuperação”, analisa.

Para Pellizzaro, os dados de atividade fraca reforçam a expectativa de queda de 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Copom, um passo mais intenso do que os cortes de 0,25 p.p. realizados nas duas últimas reuniões.

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Na comparação entre outubro deste ano com o mês anterior, as vendas do varejo tiveram baixa de 0,8%, segundo o IBGE. A queda nas vendas dos segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,6%) e de combustíveis e lubrificantes (-1,7%) foram as principais contribuições negativas para o resultado mensal. (com informações SPC Brasil)


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