SBVC divulga ranking das Maiores Empresas do Varejo Brasileiro

Entre as 10 maiores empresas do varejo brasileiro, duas são do setor de eletromóveis, a Via Varejo, detentora das Casas Bahia e Ponto Frio, e a Magazine Luiza

Publicado em 10 de agosto de 2017 | 15:04 |Por: Pedro Luiz de Almeida, equipe de conteúdo

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Lançado oficialmente hoje (10), a terceira edição do ranking das 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) com o apoio técnico das empresas BTR, Varese e do Centro de Estudo e Pesquisa do Varejo (CEPEV – USP), mostra um crescimento acima da média do varejo com um tudo, apesar da crise que se instaurou no período.

Na visão do presidente da SBVC e idealizador do ranking, Eduardo Terra, o setor varejista entendeu que era necessário otimizar recursos para lidar com um cenário fortemente recessivo, dessa maneira, as empresas mudaram processos e estruturas de negócios.

“Esse processo minucioso, de analisar cada ponto de venda e buscar continuamente a eficiência e a melhoria dos processos está criando empresas mais fortes e ainda mais resilientes. Um grande valor para o futuro”, afirma Terra. Em relação às vendas, 82% das empresas tiveram aumento nominal, contra 15,2% que apresentaram queda em 2016.

maiores empresas do varejo brasileiro

Eletromóveis
O “top 5” do varejo brasileiro responde por 28,06% do faturamento da amostra, índice ligeiramente superior aos 27,3% registrados na edição anterior do estudo. Entre as 10 maiores empresas do varejo brasileiro, duas são do setor de eletromóveis, a Via Varejo, detentora das Casas Bahia e Ponto Frio, e a Magazine Luiza, que passou por um forte processo de reestruturação, principalmente digital.

No setor de Eletromóveis, a edição 2017 do Ranking das 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro apresenta 34 empresas, que somam um faturamento bruto de R$ 71,08 bilhões, o equivalente a 12,64% das vendas totais das maiores empresas do varejo brasileiro. As dez maiores são: Via Varejo, Magazine Luiza, Máquina de Vendas, Lojas Cem, Gazin, Fast Shop, Ortobom, Lojas Colombo, Romera Móveis e Eletrozema.

“O varejo brasileiro não parou, apesar da forte crise que provocou queda de consumo e perda de confiança. Os dados tornam-se ainda mais representativos com a análise dos 50 maiores grupos empresariais, que representam 27% do varejo no Brasil, eles alcançaram crescimento de vendas de 9,5%, expansão de base de lojas de 7,8% e aumento de quadro de funcionários de 1,7%”, analisa o vice-presidente e conselheiro da SBVC, Alberto Serrentino.

Maiores empresas do varejo brasileiro

Cenário
Para compor a pesquisa, foram mapeadas empresas nacionais de todos os segmentos do varejo com faturamento acima de R$ 216 milhões/ano e outras 107 com faturamento anual acima de R$ 1 bilhão. A coleta de dados é feita com base em balanços divulgados, dados declaratórios, dados de entidades setoriais e estimativas.

Em 2016, a soma do quando as 300 maiores empresas do varejo brasileiro faturaram alcançou a cifra de R$ 562,136 bilhões. Esse resultado, representa 40% do total do varejo nacional de bens e consumo — exceto combustíveis e automóveis, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

– Confira a agenda de eventos do Espaço Móbile Lojista 

De acordo com o estudo, a SBVC concluiu que o varejo brasileiro é formado por empresas de médio porte: 191 das 300 empresas faturam entre R$ 216 milhões e R$ 1 bilhão. Das 300, 133 varejistas, embora com redes estruturadas, ainda estão presentes em apenas um Estado. 171 estão presentes em até três Estados e somente 85 em mais de 10, o que revela um mercado ainda regionalizado. “Vale ressaltar que as marcas mais capilarizadas atuam no modelo de franchising, que tem a expansão como DNA”, explica Terra.

maiores empresas do varejo brasileiro

E-commerce
O estudo deste ano mostra que há um elevado número de empresas que ainda não possuem operação de e-commerce. “Os consumidores estão se movimentando mais rápido do que o varejo. Quase 80% da população economicamente ativa já compra online no Brasil. O varejo ainda está engatinhando no processo da transformação digital”, afirma Alberto Serrentino.

– Participação dos móveis e eletrodomésticos no e-c0mmerce

Das 300 maiores, somente 119 (40%) vendem online. Mesmo nos segmentos de varejo não alimentar, que apresentam maior índice de presença digital, apenas 97 das 140 empresas (69%) praticam o comércio eletrônico. Por outro lado, o e-commerce mostra-se uma operação eficiente, liderando, ao lado das franquias, o ranking de vendas por funcionários, com 7 dos 10 primeiros colocados.

(com informações de assessoria)


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