Consumo chegará a R$ 3,7 trilhões em 2015

Novos sistemas de cálculos do PIB e Critério Brasil atualizado trazem retrato mais real no IPC Maps desse ano, e boas notícias para o segmento de mobiliário

Publicado em 29 de abril de 2015 | 15:53 |Por: Marina Gallucci

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Fotos Públicas

Pesquisa revela aumento do consumo em termos nominais e dados econômicos mais detalhados  - itens de posse, acesso a serviços públicos de água e luz, por exemplo

Pesquisa revela aumento do consumo em termos nominais e dados econômicos mais detalhados – itens de posse, acesso a serviços públicos de água e luz, por exemplo

Em 2015, o consumo dos brasileiros vai registrar R$ 3,730 trilhões, apresentando um crescimento de R$ 468 bilhões – cerca de 14,3% nominais sobre 2014, quando registrou R$ 3,262 trilhões de reais.

É o que aponta a IPC Marketing Editora, especializada no cálculo de índices de potencial de consumo nacional, ao concluir o estudo IPC Maps 2015, com detalhamento de dados para cada um dos 5.570 municípios

Segundo o diretor da IPC Marketing, Marcos Pazzini, este é o primeiro estudo de potencial de consumo lançado para o mercado, que traz as mais recentes modificações em critérios de pesquisa – como Critério Brasil, que influencia na classificação econômica, e a nova metodologia de cálculo do PIB, que se reflete nos valores monetários.

Melhor distribuição

Em entrevista ao Portal eMobile, Pazzini afirma que as modificações trazem um resultado mais próximo da realidade brasileira. A começar pela melhor distribuição nas classes sociais. Com as modificações, o estudo indica que o cenário de consumo do País será puxado pela classe B e que responde por 43,2% (cerca de R$ 1.497,5 trilhão – pelo critério anterior chegou a responder por 50,8% ou R$ l,55 trilhão em 2014), comportando 35,4% dos domicílios urbanos.

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Divulgação

Pazzini: "Tem condições de direcionar todo o seu trabalho de marketing de acordo com o público que pretende atingir"

Pazzini: “Com as atualizações, o empresário terá condições de direcionar todo o seu trabalho de marketing de acordo com o comportamento de consumo do público que pretende atingir”

Em contrapartida, pela nova sistemática a classe média (classe C) que reúne 47,9% dos domicílios, responde por 33,7% do consumo (ou R$ 1.169 trilhão) – antes eram 46,9% de domicílios para um consumo da ordem de 26%. A classe D/E passa a abrigar 26,6% dos domicílios (ante os 12,7% da regra anterior), responderá por 10,2% do consumo ou R$ 352 bilhões – antes em torno de 3,6%.
No topo da pirâmide, a classe alta (A) ficou com menor participação: dos 12,9% do consumo – cerca de R$ 447,5 bilhões – é feito por 2,3% dos domicílios, quando antes eram 19,5% atribuídos a 5,1% de lares.

Pazzini analisa que, com o novo critério de classificação, ficou “mais difícil” ser classificado no topo da pirâmide, pois o sistema de pontuação e os itens considerados no novo padrão estão bem mais atualizados que no padrão anterior. “Os empresários que se prepararem para atender este ‘novo’ consumidor terão vantagem competitiva e sairão na frente de seus concorrentes”.

Móveis e artigos para casa
A nova divisão dos domicílios por classe econômica levou a uma segmentação mais atualizada dos hábitos de consumo do brasileiro. Nesse cenário, o segmento de mobiliário e artigos para o lar saltou de um tamanho de mercado de R$ 53,7 bilhões do ano passado para R$ 64,9 bilhões agora em 2015, diz o diretor da IPC.

“É um crescimento significativo, acima do crescimento registrado para a soma de todas as categorias de consumo. Efetivamente, mostra oportunidades principalmente para essas populações de renda mais baixa, que hoje têm participação no mercado de consumidor importante para o segmento. A classe D e E tem uma posição de destaque”, encerra Pazzini.

Clique aqui e acesse o ranking de potencial de consumo de mobiliário e artigos para o lar por estado.

Além disso, comenta, hoje há efetivamente um retrato atualizado de quem são as classes C, D e E. “Antes a D/E era uma classe quase inexistente, com a participação de consumo muito pequena”. Para ele, havia uma visível distorção do critério anterior versus o que era visto no mercado. “Então, quando o empresário ia trabalhar seu planejamento de marketing e de comunicação, visava um público de classe B2 e C1 inflado e, na verdade, dentro disso tinha consumidor sem a renda e o comportamento de consumo dessa segmentação”, explica.

Cenário regional

Nos valores de consumo per capita e o posicionamento das cidades, estados e regiões destaca-se a liderança do Sudeste, com maior participação do Sul e pequeno recuo do Nordeste, Centro-Oeste e Norte. “Os novos critérios influenciaram, especialmente na região Nordeste, que vinha sendo noticiada como um dos os maiores crescimento nos últimos anos. Apesar de ocupar a mesma posição, verificamos que com essa nova distribuição de domicílios a participação não é tão grande assim, caiu um pouco. O que pode ser considerado uma luz amarela para quem atende esse mercado”, afirma o diretor da IPC Marketing Editora.

Em compensação, o fenômeno da interiorização do consumo se mantém, superando a participação das capitais no bolo da economia. A situação se consolida ao bater no patamar de 70% do consumo nacional. As capitais vêm apresentando quedas sucessivas neste índice: dos 32,5% apontados no ano passado, a perspectiva é chegar somente aos 30% absorvidos pelas 27 capitais federativas, em 2015.

Reprodução

Destaca-se a liderança do Sudeste, a maior participação do Sul eo  pequeno recuo do Nordeste, Centro-Oeste e Norte

Destaca-se a liderança do Sudeste, a maior participação do Sul e o pequeno recuo do Nordeste, Centro-Oeste e Norte


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