PayPal divulga ‘Perfil do e-commerce Brasileiro’

Estudo encomendado pelo Pay-Pal aponta crescimento e consolidação do varejo online no Brasil. Lojas buscam dar mais segurança aos clientes, e surge o desafio de adaptar as plataformas aos dispositivos móveis

Publicado em 4 de abril de 2016 | 8:56 |Por: Nicholle Murmel

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Foi divulgado em 31/03 o estudo “Perfil do E-commerce Brasileiro”, encomendado pelo PayPal Brasil e tabulado pela BigDataCrop.

Ao todo, foram analisadas 10,5 milhões de portais de varejo virtual do país. Em termos de dados gerais, o comércio online cresceu 21,52% nos últimos 12 meses, segundo o documento. Atualmente, os portais de compras passaram de 2,56% dos domínios brasileiros na Internet ano passado para 3,45%.

Quanto à evolução do varejo eletrônico foram observados o movimento das compras através de dispositivos móveis, o chamado m-commerce, o reforço nas medidas de segurança nas plataformas, especialmente pela circulação de dados bancários.
Com o aumento do uso da Internet para a realização de transações financeiras, são imprescindíveis meios que protejam vendedor e comprador. Assim, as formas de pagamento disponibilizadas pelo e-commerce passam a ter representatividade clara. Além de incrementarem a segurança das compras, conferem facilidade de pagamento e praticidade a vendedores e compradores.
O estudo encomendado pelo PayPal à BigData Corp. tocou em temas como segurança e meios de pagamento, e os resultados foram positivos. Em 2015, 38,09% dos sites pesquisados tinham algum serviço de pagamento eletrônico; agora, eles já são 41,21%, – ou seja, os varejistas se esforçam mais para oferecer pagamento mais seguro e acompanhar essa crescente exigência dos consumidores online.
No que se refere à segurança estrutural das lojas online, houve um salto: em 2015, apenas 20,68% dos sites usavam tecnologia SSL (Secure Socket Layer) para proporcionar uma navegação segura dos clientes; agora, são 73,85%.
A novidade do m-commerce
Ainda de acordo com o relatório divulgado ontem, os e-commerces de pequeno porte (que recebem até 10 mil visitantes por mês) são 92,64% do mercado (eram 88,02% na última medição); já os médios (entre 10 mil e 500 mil visitantes/mês) apresentaram queda de quatro pontos percentuais de 2015 para 2016 (eram 11% em 2015 e, atualmente, são 6,61%); e os grandes sites (com mais de 500 mil visitantes por mês) representavam 0,98% dos e-commerces brasileiros em 2015 e, este ano, passaram a representar 0,76%.
Apesar de as lojas online estarem crescendo, elas não necessariamente se adaptam à realidade de como o público acessa e faz suas compras. Segundo a BigData Corp., somente 16,12% deles se adequam a dispositivos móveis como tablets e smartphones. O número é pequeno e precisa crescer, já que o Google, por exemplo, só mostra nas primeiras páginas de suas buscas os sites já adaptados para as telas do celular. E, daqui para a frente, as compras serão, cada vez mais, feitas por meio de smartphones.
De acordo com outro relatório, elaborado pela Ipsos/PayPal e publicado no final do ano passado, 13% do das compras online no planeta foram via smartphone em 2015. Se, por um lado, o e-commerce tradicional no Brasil cresce a uma taxa de 29% ao ano, devendo movimentar R$ 121,2 bilhões em 2016, o mobile commerce cresce a estonteantes 107%, ritmo três vezes mais acelerado, e deve fechar 2016 tendo movimentado R$ 27,4 bilhões. Alguns segmentos – como moda, por exemplo – já registram mais de 40% de suas vendas via mobile.
Outro dado apontado pela BigData Corp. é a concentração das bases dos e-commerce no grandes centros urbanos brasileiros: São Paulo, que já era sede de 54,87% deles, passou a abrigar 56,38%. O Rio de Janeiro era local de origem de 8,48% lãs lojas online em 2015, são 7,19%; e o Paraná sediava 7,26% das lojas virtuais, e a gora 6,5%. Ainda assim, houve o surgimento de micropolos (17 estados mais o DF, que representam 6,83%) e por Minas Gerais, que, apesar de subir no ranking, teve queda no índice de e-commerces locais, de 7% para 6,97%.
O Perfil também avalia a trajetória do tíquete médio das compras online no decorrer do último ano: 76% dos sites de comércio online analisados venderam itens com valores abaixo de R$ 100; 8,7%, produtos com preço entre R$ 100 e R$ 500; e 3,33%, produtos entre R$ 500 e R$ 1 mil. No outro extremo da pesquisa aparecem os e-commerce de produtos acima dos R$ 1 mil, que atualmente correspondem a 12% do mercado brasileiro.


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