Zaki Akel: “O varejo é para profissionais”

Em entrevista à Móbile Lojista, Zaki Akel Sobrinho afirma que, em um período de incertezas, é preciso aplicar os fundamentos do marketing no varejo

Publicado em 2 de junho de 2014 | 13:03 |Por: Frances Baras

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Investimento em tecnologia e treinamento de vendedores são algumas saídas para a sobrevivência no varejo. Nesta entrevista para a Móbile Lojista, o doutor em administração, especialista em marketing de varejo, comportamento do consumidor e reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel Sobrinho, revela um panorama do setor no Brasil e analisa o futuro do consumidor da classe C.

Marcos Solivan/UFPR

“É preciso valorizar a ida do cliente até a loja oferecendo o melhor atendimento”, Zaki Akel Sobrinho

“É preciso valorizar a ida do cliente até a loja oferecendo o melhor atendimento”, Zaki Akel Sobrinho

Móbile Lojista – Quais são as principais diferenças entre o varejo local e ao redor do mundo?
Zaki Akel Sobrinho – O varejo no mundo está incorporando tecnologia. O crescimento do e-commerce, mobile marketing e todos estes meios virtuais se dá mais fortemente no resto do mundo do que no Brasil. Além disso, na Europa, vemos as lojas de departamentos, versões modernas do one-stop shopping, algo muito valorizado pelo consumidor contemporâneo: poder em uma única parada resolver vários problemas de consumo. Já no Brasil, assim como nos Estados Unidos, funciona o shopping center. O consumidor brasileiro tem prazer em consumir, ainda compra mais por impulso do que com planejamento, que é uma característica destes outros mercados onde o consumidor é mais maduro. Porém, o Brasil é um grande mercado, tem recebido grupos estrangeiros e tem muito espaço para crescimento, ao contrário de países da Europa, por exemplo, em que o mercado está absolutamente parado há 10 anos.

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O potencial econômico do Brasil é, então, uma oportunidade para o varejo. E quais são os problemas que o setor enfrenta no País?
Akel – O varejo é um grande gerador de empregos e arrecadador de tributos, deveria receber mais atenção por parte dos governos e da política econômica. Vemos muita comemoração quando se consegue atrair a instalação de uma nova indústria, mas o varejo é mais mão de obra intensiva, então seria necessário haver uma simplificação do sistema tributário, uma desoneração da folha. Hoje é muito caro ter funcionários, essa é uma reclamação frequente dos empresários, e isso acaba desestimulando o emprego, em vez de aumentar.

Confira a entrevista completa na edição 306 da revista Móbile Lojista.


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