O que o novo consumidor quer do varejo?

Não muito fiel às marcas, mas muito conectado, o jovem consumidor brasileiro gosta de interação. Uma boa experiência oferece um importante feedback para as marcas

Publicado em 26 de março de 2015 | 9:25 |Por: Marina Werneck de Capistrano

Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

Shutterstock

Navegar em redes sociais é um hábito de 90% dos internautas de todo o País com idade entre 15 e 32 anos, revela estudo da Conecta

Navegar em redes sociais é um hábito de 90% dos internautas de todo o País com idade entre 15 e 32 anos, revela estudo da Conecta

As buscas na internet e os portais de comparação de preços têm alterado de forma significativa as compras dos consumidores, principalmente para bens duráveis, com baixa diferenciação entre fornecedores e padronizados entre varejistas.

Não necessariamente este fato é verdadeiro apenas para produtos e para o varejo com marcas fortes que oferecem diferenciação percebida relevante aos consumidores. Os modelos tradicionais de varejo, baseados somente em loja física, sem integração com outros canais de venda e com baixa diferenciação certamente devem enfrentar desafios.

As afirmativas acima são do doutor em administração e professor adjunto de marketing do curso de Administração da UFPR, Paulo Prado, que complementa dizendo que, ainda assim, as vendas em lojas físicas são muito superiores às vendas em outros canais, de forma geral.

A opinião é compartilhada pelo professor titular no programa de doutorado e mestrado em Administração da PUCPR, Renato Marchetti, que ao ser questionado se esta migração para o ambiente virtual é algo que deve preocupar o varejo físico, ressalta que não existe ameaça no sentido de fazer desaparecer o varejo tradicional, pois são experiências de compra diferentes. Porém, ele comenta que uma integração dos canais físicos e tradicionais com as redes sociais é necessária. “Vender e se comunicar com a geração digital exige uma presença efetiva nas redes sociais”, diz.

O novo consumidor:

– Busca autenticidade
– É individualista
– É envolvido
– É independente
– É bem-informado

Fonte: O Jovem Digital Brasileiro, YouPix/Ibope Media

O desafio do varejo, então, é obter a preferência deste público, o dito jovem digital, uma vez que “vender para a geração da era digital é um desafio interessante, pois são exigentes e bem informados. Têm acesso à informação global, possuem baixo grau de fidelidade a marcas e procuram produtos e serviços que os satisfaçam. Além do domínio dos canais que efetivamente utilizam como as redes sociais”, aponta Marchetti.

PDV integrado

As lojas físicas devem levar em consideração não a simples venda de produtos, mas a agregação de experiências e serviços. “No caso de móveis e decoração, por mais que seja possível simular espaços, móveis e design aplicado; sempre a experiência de sentar, tocar e ver tem peso significativo, principalmente quando o preço final é alto e o aconselhamento, combinações e ambientação são críticos”, salienta Prado.

Leia mais:
Feiras do setor atingem novo público, os montadores
Anjos do Brasil vai instalar fábrica no RS
Logística é estratégia competitiva nas organizações

A gerente comercial e marketing da NL, Grasiela Scheid Tesser, exalta que somos [todos] muito influenciados pelos smartphones e que o diferencial é fazer com que a loja se transforme em um ponto não só de informação, mas volte a ser um ponto de venda. “A pessoa vai utilizar o celular para pesquisar, para comparar preço, para buscar informação e isto é inevitável. Ela vai para loja sabendo o que ela quer, pois a informação do digital já está muito consolidada. Então o ponto é como eu transformo isso”, diz.

A matéria completa você lê na edição 315 da Revista Móbile Lojista. Em breve, a versão para assinantes estará disponível no site da publicação. Assinaturas podem ser solicitadas pelo 0800-9791981.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

eMobile