O novo jeito de consumir

Especialistas mostram os principais pontos que mudaram a forma de consumir e os canais de venda que ganharam relevância

Publicado em 1 de setembro de 2015 | 13:30 |Por: Julia Zillig Rodrigues

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Arquivo pessoal

Eduardo Yamashita_consumir

Para Yamashita, da GS&MD, o varejo online sofre transformações significativas, mudando o jeito do consumidor fazer suas compras

O varejo “surfou uma onda de crescimento intensa nos últimos 10 anos”. Essas palavras são de Eduardo Yamashita, diretor de inteligência de mercado da GS&MD. E vem passando por grandes transformações desde então. Mesmo com um cenário que envolve crédito mais caro e escasso, essas mudanças continuam a acontecer em diversas frentes.

Uma delas envolve a forma de consumir, o que acabou gerando novos formatos de lojas menores, além do fortalecimento do segmento de atacarejo e o fortalecimento do comércio eletrônico, que hoje cresce numa velocidade 2,5 vezes maior do que o setor de lojas físicas.

Segundo um levantamento feito pela GS&MD e apresentado durante o 18° Fórum de Varejo da América Latina , feito com 1.100 entrevistados que representam 5% do varejo online, o perfil dos consumidores está sofrendo transformações. O primeiro dado apresentado deixou os expectadores “assustados”: 24% dos entrevistados afirmaram que preferem ficar sem um dedo (!) ao não ter acesso a internet.

A Cielo reforçou essa premissa com informações interessantes apresentadas por Dilson Ribeiro, VP de negócios e produtos da empresa. Segundo ele, um quarto dos gastos de consumidores que compraram ao menos uma vez no e-commerce é feito nesse canal. E 40% desse público é de renda elevada. No primeiro semestre desse ano, o ticket médio registrado foi de R$ 127,00 e o gasto por cliente foi de R$ 637,00.

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Momentos difíceis

Yamashita faz uma comparação dos tempos atuais no Brasil com a realidade vivenciada pelos norte-americanos na crise que pegou o país em cheio entre os anos de 2008 e 2009. “Os consumidores brasileiros estão fazendo igual aos americanos quando estavam enfrentando problemas na economia, racionalizando as compras de bens duráveis, e estão mais abertos à experimentação”, aponta.

O diretor da GS&MD destaca que nesse período, 20% dos norte-americanos passaram a consumir marcas mais baratas, algo que também acontece no Brasil. “O mais interessante é que depois que a crise passou, esses consumidores não voltaram a comprar produtos de marcas anteriores”, relata.

As datas promocionais também passaram a não ter tanto a preferência do consumidor, de acordo com Yamashita. A Blackfriday, por exemplo, provocou alterações nessa demanda principalmente quando o assunto é comércio eletrônico. “ Percebe-se que o consumidor está antecipando suas compras de Natal nessa data, por exemplo”. Nesse sentido, Dilson Ribeiro, VP de produtos e negócios da Cielo, reforça essa premissa. “Em 2013 e 2014, as altas nas vendas no comércio eletrônico nessa data foram significativas,com 43% e 24%, respectivamente.”

Setores

Para Ribeiro, da Cielo, setores como serviços de produtos de uso cotidiano (bens não duráveis) puxaram o crescimento do varejo para cima nos últimos anos – cresceu em média 13% ao ano e passou a representar 42% de todo o volume de vendas do varejo brasileiro.

Segundo dados apresentados pelo VP da Cielo, entre os anos de 2010 e 2015, o varejo de móveis, eletros e lojas de departamento registraram, juntos, uma expansão média anual de 9%, ficando entre os segmentos de alimentação (10%) e vestuário (7%). “Alguns setores tiveram parcela relevante de crescimento originada pela abertura de novas lojas, como é o caso de móveis, eletro e lojas de departamento”, enfatiza Ribeiro.


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