NRF Retail’s Big Show: dez tendências para o varejo em 2017

Especialistas do Grupo GS& Gouvêa de Souza destaca principais tendências apresentadas na 106ª edição do NRF Retail’s Big Show

Publicado em 1 de fevereiro de 2017 | 11:37 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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O NRF Retail’s Big Show 2017 foi realizado pela National Retail Federation (NRF) em Nova Iorque (EUA), entre os dias 15 e 17 de janeiro, e apresentou boas práticas de gestão, inspiração para inovar nos negócios e conhecimento para varejistas de todo o mundo. O Grupo GS& Gouvêa de Souza esteve presente no evento com seu time de especialistas e traz os conceitos e tendências mais relevantes da convenção da NRF e que impactarão os negócios em 2017. Confira a seguir as dez tendências avaliadas pelo grupo para o varejo neste ano.

1 – O Consumidor GOD – Global, Omni, Digital
Trata-se de um novo comportamento de consumo que, como o próprio acrônimo sugere, será cada vez mais endeusado e irá pressionar a sua equipe de vendas, exigindo que as empresas repensem seus modelos de negócios sob a perspectiva do “Customer-first” ou o cliente em primeiro lugar.

Ian Wagreich/Divulgação NRF 2017

NRF Retail's Big Show

Foram mais de 300 palestrantes durante três dias de evento

“O GOD lembra o ‘Deus Consumidor’ com toques locais e regionais integrados com a visão mais global e abrangente. Um apelo com forte conexão com sustentabilidade, à medida que mescla o melhor global com a essência local que pode assegurar um espaço privilegiado e mais protegido”, explica o diretor-geral do Grupo GS& Gouvêa de Souza, Marcos Gouvêa de Souza.

Este consumidor está cada vez mais omni, exigindo que o seu negócio esteja preparado para atendê-lo em qualquer canal e a qualquer momento, bem como digital e imerso a novas tecnologias (do mobile à realidade virtual). E, ao contrário do que foi destacado em edições anteriores, este novo comportamento ultrapassa as barreiras da faixa etária e gênero.

2 – Propósito: qual a relevância da sua empresa?
Essa foi a grande pergunta que a maioria das palestras procurou responder. “Com a evolução e penetração cada vez mais significativa da internet na vida dos consumidores, facilitando suas decisões de compra, como ficam as escolhas por esse ou aquele varejista? Porque vou sair de casa, enfrentar trânsito, clima, deixar de me divertir ou conviver com meus amigos ou praticar meus hobbies, simplesmente para ir comprar algo numa loja, seja por obrigação ou mesmo por prazer?”, questiona o sócio-diretor da GS&P3, empresa com foco em ações sustentáveis do Grupo GS& Gouvêa de Souza, Hugo Bethlem.

“A resposta parece que cada vez mais está no que as pessoas procuram, como se identificam com um negócio, porque vale a pena aquela visita, qual o sentido para mim e para a minha comunidade? As pessoas cada vez mais buscam negócios com propósito e valores, que respondam às seguintes perguntas: porque esse negócio existe? Qual valor esse negócio traz para o mundo? Quem sentiria falta se esse negócio desaparecesse amanhã?”, destaca. Como exemplo estão The Honest Company, Union Square Hospitality Group, Ikea, entre outras empresas que se apresentaram no Big Show.

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3 – Marcas com Alma
Nesse sentido, marcas deixam de ser apenas chancelas de qualidade e procedência para assumirem novo papel. “Afinal de contas, em um mundo onde as pessoas têm tantas marcas à disposição e igualmente boas, as pessoas estão justamente escolhendo aquelas que possam admirar, confiar e, nesse sentido, a conexão emocional é muito importante”, destaca o sócio-diretor da GS&BW, Luiz Alberto Marinho.

Ian Wagreich/Divulgação NRF 2017

NRF Retail's Big Show

A NRF Retail’s Big Show 2017 teve uma feira de exposições com mais de 500 expositores

Para ele, a marca precisa desenvolver três características essenciais para estabelecer esta conexão emocional com os consumidores: ser Autêntica (preservando sua essência e consistência), Pessoal (muito mais do que personalizar produtos via tecnologia, mas conhecer profundamente o cliente e antecipar seus desejos) e Tribal (ser capaz de reunir as pessoas em uma espécie de tribo ou clube da marca).

“Por falar em tribo, uma das palestras mais legais que eu vi na NRF foi sobre o efeito da fogueira, quando as marcas acabam atraindo as pessoas para a loja para criar esse senso de comunidade, aliás esse é um grande desafio e uma grande oportunidade para os shoppings centers”, observa Marinho. “Hoje em dia as pessoas não compram produtos e serviços, elas compram relacionamento, histórias e mágica”, conclui.

4 – PDX: a evolução da loja na jornada de consumo
Essa expressão, cunhada pela Gouvêa de Souza, reconsidera todo o PDV para PDX, que literalmente é o ponto onde tudo deve acontecer, um espaço que materializa o propósito das marcas. “A loja ou o histórico PDV – Ponto de Venda tem evoluído de forma consistente para se transformar em um espaço que oferece experiência, serviços, educação, soluções, relacionamento, interação, atualização e até pode vender produtos e serviços. Do PDV para o PDX, ‘X’ de tudo, representando a multiplicidade de funções, possibilidades e expectativas com respeito aos espaços anteriormente configurados como lojas”, assinala Souza.

Ian Wagreich/Divulgação NRF 2017

NRF Retail's Big Show

A delegação brasileira do Grupo GS& Gouvêa de Souza reassumiu o posto de maior delegação internacional no evento, contabilizando 1.306 participantes

Tal movimento chama atenção para a relevância que as lojas físicas têm neste processo de mudança, impactadas pelos avanços digitais e tecnológicos que influenciam a atividade comercial. “Essa mudança envolve absolutamente tudo em relação à antiga concepção da loja, com relação à oferta de produtos e serviços, ao design, à ativação e promoção de vendas, ao atendimento, à atuação e ao papel das pessoas, aos instrumentos de monitoramento e controle incorporados e, talvez mais importante, ao empoderamento das equipes que atuam nesses espaços e, obrigatoriamente envolvendo sua completa integração com outros canais de vendas e relacionamento dentro da concepção Omni”, conclui. Como exemplo estão as lojas da Samsung, em Williamsburg, e a nova loja da Nike, no Soho, ambas vistadas pela Delegação da GS&MD no programa Pré-NRF.

5 – Experiência 5.0
Pesquisas recentes apontam que a loja física recebeu, em 2016, quase metade do fluxo comparado com seis anos atrás (segundo informações coletadas pelo Wall Street Journal, RetailNext.com e Shoppertrax.com). O consumidor está cada vez mais deixando de passar no ponto de venda. Ele precisa de motivos para se deslocar até a loja. “O grande motivo é colocar experiência, que a gente batiza como Experiência 5.0, com valores compartilhados, propósito, abordagem emocional, identidade e que desperte o sentimento de pertencimento no consumidor”, destaca o sócio-diretor da GS&Consult, braço de consultoria do Grupo GS&, Alexandre van Beeck.

Essa experiência começa muito antes do consumidor chegar à loja, ainda na fase de expectativas e com base nas lembranças que ele tem da sua última experiência de compras, que deve passar por uma boa interação no PDX para que ele registre uma nova história e recomece esse ciclo. Por isso, Beeck destaca que é preciso criar “experiências memoráveis” e que o varejo precisa investir em uma “Plataforma da Experiência 5.0, com abordagem holística pensando na força de trabalho, dos processos que são envolvidos nisso, no local que a gente trabalha; com inovação continua e o digital dando suporte nisso, e também trazendo novos modelos de engajamento”, assinala.

Veja na quinta-feira as outras cinco tendências apontadas pela equipe da Gouvêa de Souza.

(com informações da assessoria)

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