NRF 2014 marca protagonismo do consumidor

Marcas devem investir em atendimento e tecnologia para conhecer o consumidor e suprir suas necessidades sempre que preciso

Publicado em 12 de abril de 2014 | 14:02 |Por: Frances Baras

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Algo vem mudando na dinâmica do varejo e quem dá as cartas agora, mais do que nunca, é o consumidor. Ele até pode não ter sempre a razão, mas sabe bem o que quer, quando quer e não é a disponibilidade do produto em estoque e o seu horário de atendimento que irão impedi-lo de conseguir. Essa foi a tônica das discussões durante o Retail’s Big Show 2014, a convenção anual da National Retail Federation (NRF), ou Federação Nacional do Varejo, realizada em Nova Iorque, nos Estados Unidos, com cerca de 30 mil participantes.

Mais do que levantar tendências revolucionárias para o ano de 2014, a convenção serviu para confirmar conceitos que já vinham sendo discutidos por especialistas nos últimos anos. “Não é possível dizer que esta conferência trouxe alguma coisa de muito novo, mas uma consolidação de tendências que vêm sendo apresentadas ao longo do tempo”, confirma o sócio-diretor da GS&BW, empresa especializada em consultoria e planejamento estratégico para shoppings centers, Luiz Alberto Marinho, que esteve pela 16ª vez no Big Show.

Divulgação NRF

Palestra de Rick Caruso (no canto direito) sobre a humanização da experiência no ponto de venda

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Estes conceitos, segundo o profissional, são ligados ao empoderamento do consumidor, que não apenas tem mais acesso aos produtos, à informação, como também tem mais liberdade para disseminar conteúdos a respeito deles e dos serviços prestados no varejo. “Ele [o consumidor] deixa de ser passivo e essa é a base do Consumer Centricity”, comenta o consultor.

Para Marinho, essa situação obriga o varejo a mudar sua conduta “quase fordista”, de abastecer os estoques com base no que se conhece do consumidor e na conveniência do próprio varejista, e convencer o consumidor que ele quer comprar estes produtos e não os que ele realmente deseja. “Na sociedade do excesso essa lógica não funciona e é o consumidor que passa a impor a sua vontade ao mercado. Por isso, é tão importante conhecer esse consumidor e o seu comportamento”, ressalta.

Confira a cobertura completa na edição 304 da revista Móbile Lojista.


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