Mulheres dominam poder de consumo

Pesquisas revelam que na maioria dos casos são as mulheres que decidem os produtos que serão levados para casa

Publicado em 19 de outubro de 2015 | 9:00 |Por: Luciana Prieto, equipe de Conteúdo

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mulheres

Além das próprias finanças elas também gerenciam toda renda familiar

Exigentes, atentas, independentes e bem resolvidas, as mulheres vêm ocupando um espaço cada vez maior na economia nacional. Segundo dados de um estudo realizado em 2010, pelo Instituto Sophia Mind, empresa de pesquisa e inteligência de mercado do grupo Bolsa de Mulher, elas são responsáveis pelo poder de compra de 66% de tudo o que é consumido pelas famílias brasileiras.

Entre os segmentos em que predominam as escolhas femininas, estão produtos específicos para as mulheres, produtos para a casa e bens, e serviços ligados à educação dos filhos. Além de lazer e entretenimento, saúde, serviços para a família e gastos de maior valor, como reforma da casa ou compra de eletrodomésticos. Enquanto os homens dominam serviços ligados ao setor automobilístico, cuidado pessoal masculino e manutenção de aparelhos domésticos.

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Parte desse protagonismo está ligado diretamente à sua independência financeira, fruto de uma inserção crescente no mercado de trabalho. De acordo com o Instituto Data Popular, 14 milhões de brasileiras ingressaram no mercado de trabalho nas últimas duas décadas. Ao todo, elas já representam mais da metade da população do País e contribuem com 40% da massa de renda total da população. Até o fim deste ano, mesmo com a crise, estima-se que R$ 741 bilhões sejam movimentados apenas com a renda das brasileiras.

Além da própria renda, muitas vezes, elas ainda são responsáveis por administrar os rendimentos de seus parceiros. Segundo a CEO do Grupo Bolsa de Mulher, Andiara Petterle, “as brasileiras não apenas decidem e compram diretamente, mas também influenciam e controlam os gastos masculinos. E, mais do que a própria renda, elas gerenciam o orçamento familiar como um todo”.

Com gastos médios de 1 trilhão ao ano, elas fazem do Brasil um dos maiores mercados femininos do mundo e representam um público fiel e em potencial. Porém, é preciso estar atento às suas exigências. Segundo a pesquisa realizada pelo Instituto Sophia Mind, grande parte das reclamações está relacionada à oferta de produtos e serviços que não disponibilizam uma comunicação que seja mais eficaz e cuidadosa e não levam em consideração a falta de tempo para fazer as compras.

Mercado de Móveis

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Na maior parte dos casos são elas que decidem o produto que será levado para casa

Na hora de mobiliar a casa, a decisão final sobre o produto que será adquirido também fica por conta delas. Segundo dados da última pesquisa de Comportamento de Compra do Iemi, realizada no final de 2014, ainda que os homens representem 53% dos consumidores de móveis do País, em 62% dos casos são as mulheres que dão a última palavra na hora de realizar uma compra. Enquanto o poder de decisão dos homens é de 36% e o de profissionais da área, como arquitetos ou decoradores contratos, representa apenas 3%.

Independente do poder de compra, elas são maioria na escolha de produtos de maior preço, principalmente nos produtos com preços entre R$ 800 e R$ 3.000, faixa que inclui quase 50% dos móveis consumidos pelas mulheres.

Outra característica comum apontada por este gênero é a pré-disposição em realizar pesquisas antes da compra. “Seja nas lojas físicas, seja em sites ou revistas de decoração. Na maioria das vezes, a pesquisa das mulheres está direcionada a buscar opções sobre o melhor preço para o produto que ela viu em uma loja e se encantou com ele”, afirma o diretor do Iemi, Marcelo Prado. Em contrapartida,  os homens tendem a tomar decisões mais rápidas, pois quando gostam de um produto, estão mais propensos a fechar a compra logo.

Em relação à escolha das lojas, os homens preferem a conveniência das lojas de departamento e as mulheres valorizam lojas que sejam especializadas em móveis. Para Prado, talvez seja essa a razão para mulheres serem “mais suscetíveis à influência dos vendedores das lojas, na hora de tomar as suas decisões de compra”.


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