Moveleiras buscam profissionalizar o e-commerce

Fabricantes apostam no crescimento do comércio pela internet e aperfeiçoam seus processos para atender melhor o mercado

Publicado em 6 de abril de 2015 | 15:40 |Por: Frances Baras

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Frances Baras/Revista Móbile

E-commerce Colibri

De acordo com o especialista em marketing da Colibri, é preciso atenção para o número de volumes dos produtos vendidos via e-commerce

Na contramão da economia brasileira, o e-commerce fechou 2014 com crescimento em relação ao ano anterior. O faturamento do varejo digital no Brasil foi de R$ 35,8 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 24%, segundo dados do relatório Webshoppers, da E-bit, empresa responsável por avaliar lojas online e distribuir informações sobre comércio eletrônico.

Os móveis e artigos para a casa ainda não figuram entre as categorias mais vendidas – moda e acessórios, cosméticos e perfumaria, eletrodomésticos, telefonia celular, livros e revistas ainda são os líderes de pedidos pelos consumidores brasileiros –, mas as fabricantes de móveis já entenderam que não é possível ficar fora deste nicho.

Mais próximo do consumidor

Foi depois de um estudo do Data Popular apontar que a classe C passou a comprar pela internet e a utilizar mais o cartão de crédito que a Rodial, indústria de Lagoa Vermelha (RS), resolveu apostar nos sites de e-commerce. Isso aconteceu há três anos, segundo conta o gerente comercial da empresa, Lindomar Pedro Pivotto.

“Hoje, o e-commerce representa 15% do faturamento da empresa. No início, não passava de 1% a 2%”, lembra. Para atingir os resultados esperados, a empresa, que recentemente reformulou sua identidade visual e a sua linha de produtos, procurou desenvolver itens que tivessem melhor resultado nas vendas online.

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“O móvel que vende com facilidade pela internet é pequeno, de fácil montagem e com uma linha de design que chame a atenção do consumidor. [O produto] deve encantar só pela imagem na tela. Não chegam a ser exigências, mas seguir essas premissas facilita a venda.”

Além das alterações de design e investimento em pesquisa, foram necessárias outras ações. “É um nicho que tem as suas peculiaridades e é preciso se preparar com infraestrutura, pessoal, logística, mas é um caminho sem volta e que precisa ser trilhado”, admite o gestor.

Recursos visuais

“Sabemos que o e-commerce tem uma exigência maior em termos de imagens, por isso buscamos parceiros especializados na geração delas para a venda dos nossos produtos”, revela o especialista em marketing da Colibri, Darlan Evandro.

Segundo ele, a coleção 2015/2016 da empresa de Arapongas (PR), lançada em março durante a Movelpar 2015, terá esse apoio de vendas para a internet, contando também com vídeos de montagem dos produtos.


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