Móveis modulados vendidos por e-commerce lideram reclamações

Dados do site “Reclame AQUI” mostram que reclamações contra lojas online e móveis modulados estão se tornando comuns

Publicado em 6 de abril de 2016 | 10:07 |Por: Guilherme Osinski

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Um levantamento feito pelo site “Reclame AQUI”, entre os dias 1º de novembro de 2015 e 23 de março de 2016, revelou que as lojas online que comercializam móveis para a casa são as líderes em reclamações, quando comparadas às lojas físicas. Prova disso é que os três primeiros colocados desse levantamento são as Casa Bahia, Mobly e as Lojas KD Móveis, que com suas lojas online totalizaram 3087, 2841 e 1484 reclamações respectivamente.

Ao mesmo tempo em que as reclamações direcionadas a lojas online lideram, os móveis modulados também não ficam atrás. Entre novembro e dezembro de 2015 o “Reclame AQUI” apurou que móveis desse tipo receberam 7935 reclamações, num total de 14162. Em segundo lugar apareceram os móveis em geral, com 5405, móveis planejados, com 760 e móveis infantis, com apenas 62 reclamações. Nos dois primeiros meses de 2016 o panorama não mudou muito, mas todas as queixas em relação a esses móveis diminuíram, com 6703 para os modulados, 4756 para móveis em geral, 747 para os planejados e 41 para os infantis.

Felipe Paniago, diretor de marketing do “Reclame AQUI”, explica o motivo para tantas reclamações: “O consumidor que compra um móvel tem um sentimento de realizar um sonho muito grande. Então, qualquer problema pode representar uma grande frustração”, afirma Paniago. Para lidar com esses contratempos, o ideal é ser honesto com o cliente. “A loja tem que lembrar que o consumidor que compra um móvel está fechando um negócio com aquela empresa, ou seja, se der qualquer problema com transportadora ou montagem, ele tem todo direito de reclamar. É importante deixar tudo isso claro para o consumidor ficar seguro”, ressalta o diretor de marketing do “Reclame AQUI”.

Divulgação: Podogaita

reclamações

Móveis infantis são os que menos recebem reclamações

A compra de um móvel jamais termina quando o consumidor efetua o pagamento, e sim quando a mercadoria é devidamente instalada. Para evitar maiores transtornos, Felipe Paniago aconselha os lojistas a analisarem melhor o tempo para entrega do produto, buscando ser mais realista e menos imediatista. “Prometeu? Cumpra! O lojista precisa ser franco, nem que pra isso ele tenha que colocar a entrega lá pra frente, mas tem que cumprir. O consumidor se programa para receber o produto, às vezes, fica o dia todo “preso” em casa, e se a mercadoria não chega, ele tem todo o direito de reclamar”, reforça Paniago.


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