Minas Gerais registra baixo crescimento de consumo

Aumento abaixo da média nacional deixa mercado e consumidores cautelosos em Minas Gerais, mesmo com Estado entre os maiores mercados do País

Publicado em 27 de junho de 2014 | 13:07 |Por: Renata Bossle

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Se observados os dados econômicos de Minas Gerais nos últimos períodos, é possível notar uma diferença considerável no setor de comércio e serviços diante dos números do País. Em 2012, de acordo com dados da última Pesquisa Mensal do Comércio, publicada em fevereiro pelo IBGE, no acumulado dos últimos 12 meses as vendas em MG cresceram 7%, no entanto, houve decréscimo de 0,7% em relação a janeiro deste ano.

Isabel Baldoni

Em Belo Horizonte, maior parte das vendas é realizada a prazo. Entretanto, o potencial de consumo do Estado passou da casa dos R$ 303 bilhões para mais de R$ 321 bilhões segundo o IPC Maps

Em Belo Horizonte, maior parte das vendas é realizada a prazo. Entretanto, o potencial de consumo do Estado passou da casa dos R$ 303 bilhões para mais de R$ 321 bilhões segundo o IPC Maps

Ainda assim, o resultado foi surpreendente para quem acompanha o varejo de perto. “Na realidade, o que estamos vendo no dia a dia é pior do que foi apresentado. Existe um ceticismo muito grande em relação às perspectivas do mercado”, diz o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Roberto Fagundes. Para ele, o cenário envolvendo Copa do Mundo e eleições presidenciais não é animador. “O empresário não consegue fazer uma previsão para 2015 porque a situação do País não permite.”

Esses resultados do comércio são reflexo direto da cautela do consumidor. De acordo com dados do IPC Maps, pesquisa anual sobre o índice de potencial de consumo brasileiro, Minas perdeu participação no mercado nacional entre 2013 e 2014. Mas os números dentro do Estado apresentaram uma leve melhora em alguns setores. Mesmo ocupando o terceiro lugar no potencial de consumo geral, o Estado ultrapassou o Rio de Janeiro em consumo de mobiliários e artigos do lar, alcançando a segunda posição do ranking nesse quesito.

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Inflação e planejamento

Para 2014, o Banco Central havia fixado a meta da inflação em 4,5%. Mal terminou o primeiro trimestre e o número já está no teto de 6,5%. “O impacto da inflação está nos preços. Com isso, o cidadão perde poder de compra e acesso a produtos e serviços”, explica o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), Gabriel de Andrade Ivo.

Fonte: PNAD 2012 | IBGE 2013

Rendimento mensal domiciliar per capita

Rendimento mensal domiciliar per capita

O cuidado na hora de gastar explica o recuo do varejo no Estado no mês de fevereiro, visto que a maior parte do mercado local está relacionada ao setor de mercados e supermercados, segmento em que a queda foi mais acentuada. Segundo Ivo, é mais fácil controlar os gastos com bens de primeira necessidade, optando por marcas mais baratas ou deixando de comprar alguns produtos. Bens como móveis e eletrodomésticos apresentaram aumento nas vendas, com destaque para o último, que em março obteve incrementos na casa dos 10,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. “Apesar de o consumo ter recuado, as pessoas têm acesso ao crédito”, comenta o economista.

Confira essa reportagem completa na edição 307 da revista Móbile Lojista.


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