Marketplace: prós e contras de entrar na modalidade

Especialista no assunto, Fabrizzio Topper, aponta que o principal erro cometido pelos empresários é o de canibalizar a própria marca

Publicado em 28 de janeiro de 2016 | 9:12 |Por: Pedro Luiz de Almeida

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Dentre as inúmeras possibilidades do varejo digital, uma em especial tem conquistado significante espaço entre as empresas, o Marketplace. Plataformas consolidadas, como o Walmart ou até mesmo o Mercado Livre, servem de local para que outras marcas, e-commerce e varejistas em geral, comercializem os seus produtos.

Divulgação Fabrizzio Topper

Marketplace

“A marca precisa estar, onde o seu cliente está”, comenta Fabrizzio Topper

A vantagem para essas empresas  é maior visibilidade, penetração no mercado e apropriação do tráfego de visitas gerados pelo Marketplace. Porém, é preciso gerenciar essas ferramentas de forma sincronizada com os outros canais da marca.

Em entrevista para o portal eMobile Fabrizzio Topper, consultor, professor e empreendedor do e-business nacional, especialista em planejamento e gestão de plataformas comercias e sócio fundador da Top Minds fala das especificidades do modelo de negócios e dá dicas para os profissionais.

E-commerce
Quando se fala em varejo digital, mais precisamente no faturamento do e-commerce, os saldos são positivos. De acordo com o último levantamento do instituto E-bit/Buscapé, em 2015, o comércio eletrônico registrou crescimento nominal de 15,3%, sendo responsável por movimentar R$ 41,3 bilhões.

Contudo, é preciso atentar-se a um importante detalhe: “Isso não significa que estão surgindo novos compradores. A lógica é bem simples, os consumidores estão migrando do tradicional varejo físico e estão comprando nas lojas virtuais”, explica Topper.

Shutterstock

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Comissão de venda dos Marketplaces variam de 8% a 30% dependo do alcance do site

Marketplace
Segundo o entrevistado possuir um e-commerce não é mais um diferencial e sim uma obrigação. “Atualmente é impossível uma marca que queira obter sucesso e crescer ficar de fora do ambiente digital”, alerta o especialista. Dessa forma, ampliar seus negócios via Marketplace, mostra-se uma saída para conquistar maior Share de mercado.

Entender a mecânica de um Marketplace é primordial para o empresário que deseja apostar nessa possibilidade. “Cada Marketplace tem uma regra, não é algo padronizado, mas em essência eles operaram como um intermediário entre ao marca e o consumidor. Em relação à comissão de um Marketplace, essa varia entre cada uma, hoje elas operam de 8% a 30%, dependendo da força comercial. Outra coisa, é a burocracia para se ingressar e ganhar visibilidade” revela Topper.

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As empresas podem usar os Marketplaces como forma de testar como é a atuação no varejo eletrônico, contudo, não é aconselhável que esta seja sua única forma de venda on-line

Cuidados
O principal erro que as empresas cometem ao investir em Marketplaces é o de canibalizar (abaixar as vendas em outras modalidades) a marca. “Por exemplo, se um marceneiro vende um produto por um preço em seu e-commerce, outro preço em sua loja física, mas anuncia o mesmo produto mais barato no Marketplace, ele acaba canibalizando a sua marca. A internet possibilita uma visibilidade muito grande, então, o cuidado com a imagem de uma marca é essencial”, aconselha Fabrizzio Topper.

Outro conselho do especialista, é antes de tudo, analisar o perfil do cliente que visita aquele Marketplace. “Se você vende um produto de alto padrão, não é em um Marketplace popular que você vai conseguir fechar negócios” aconselha Topper.

Uma vez atendo a esses detalhes, vale salientar que a empresa é responsável pelos processos de pós-venda, “Não adianta achar que se der algum problema com a entrega por exemplo, será o Marketplace o responsável. Mesmo que o cliente reclame por lá, a responsabilidade é da marca que está vendendo”, acrescenta Topper.

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Ao  usar as redes sociais como o Facebook, o foco das marcas deve ser criar relacionamentos com o seu cliente e não efetivar vendas. A segunda será consequência da primeira

Tendência
As empresas que não estão familiarizadas com as ferramentas digitais, como redes sociais, e-commerce, site e marketplaces, precisam buscar se aprofundar sobre o tema. “A era digital está trazendo inteligência para os negócios, um conselho para quem não é acostumado com o ambiente, é buscar empresas de consultoria e participar de fóruns locais”, revela Topper.


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