Pós NRF 2016: marcas apostam na personalização

Iniciativas do varejo nos Estados Unidos e na Europa podem ser aplicadas no Brasil

Publicado em 4 de março de 2016 | 11:30 |Por: Cleide de Paula

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Entre os cases há uma empresa que customiza fones de ouvido, lojas físicas que montaram espaços de convivência para clientes com salas que mudam a cada semana e um restaurante que vende alimentos exclusivos da era paleolítica

O Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR) realizou na quinta, 03/03, o Pós NRF Cases de Varejo. Este foi o segundo dos quatro encontros programados para transmitir as principais tendências e conhecimentos adquiridos durante a NRF 2016 para os varejistas brasileiros. O evento destacou os principais cases apresentados no maior evento mundial do varejo, o Retail’s Big Show, realizado em janeiro, em Nova York.

A abertura da apresentação foi feita pelo vice-presidente do IBEVAR, José Roberto Securato Junior. Ele falou sobre a importância do que é feito pelo varejo nos Estados Unidos e na Europa e como as iniciativas podem ser aplicadas no Brasil. Em seguida, passou a palavra para a diretora vogal do IBEVAR e coordenadora acadêmica da Academia de Varejo, Patricia Cotti, que apresentou os principais cases da feira.

De acordo com Patricia, esta edição pôde ser considerada como a “NRF pé no chão”. O primeiro módulo, intitulado “Economia circular”, destacou um conceito já bastante utilizado pelos mercados norte-americano e europeu e que no Brasil ainda é muito novo. “Um dos cases que chamou a atenção foi o da ‘ThreadUp’. A empresa criou uma plataforma baseada em uma peculiaridade do universo feminino. Há um dado de que 70% das roupas de um armário deste público não são usadas. Então, a empresa oferece uma ajuda a quem deseja fazer uma ‘limpeza’ nos seus armários, estimulando a circulação destes produtos”, explica.

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No que se refere à experiência do consumidor, Patricia comentou sobre o case da loja inglesa “Rough Trade”. “Eles criaram um novo conceito de loja nos Estados Unidos. Lá, eles desenvolveram um espaço de convivência, com eventos, cursos, shows e mesas de jogos, por exemplo, transformando a venda de CD’s, a origem de sua fundação, uma consequência”, conta. “Outro bastante interessante foi o da ‘Story’. A cada quatro ou oito semanas ela se reinventa e oferece ao consumidor um conceito de revista, como se cada ambiente fosse uma editoria”, complementa.

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Dentro do universo da personalização, os destaques foram os cases da “Louis Vuitton” (por meio de espaços diferenciados, a marca desenvolveu uma relação de aproximação com o consumidor), da “Normal” (a empresa, autoproclamada especialista em ‘orelhas’, confecciona fones de ouvidos personalizados em uma hora e com garantia vitalícia) e da marca de relógios “Nixon” (este foi considerado o grande case da NRF 2016: o consumidor acompanha a montagem do seu relógio, da maneira que ele quer, num espaço que varia entre uma hora e uma hora e meia).

Outro assunto abordado por Patricia foi a questão dos novos públicos. “A ‘Get Back to Human’, por exemplo, só trabalha com alimentos que remetem à era paleolítica, e eles têm toda uma fundamentação para isso. A coreana ‘Charming Charlie’ desenvolve produtos digamos ‘chamativos’ para aquelas mulheres que querem ‘chegar chegando’ aos lugares. E a ‘Tesla Motors’ desenvolveu o carro elétrico, que já é utilizado por algumas pessoas nos Estados Unidos”, destaca.

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“Já a ‘Bonobos’ e a ‘Sephora Flash’ se destacaram entre os novos formatos. A primeira é um e-commerce que criou um ponto físico no qual o consumidor pode ir até lá, experimentar o produto, ter sua compra realizada via online no próprio local e o recebendo posteriormente na sua casa. Já a segunda criou uma loja menor onde o consumidor poderá experimentar os produtos. A compra poderá ser efetuada depois de cadastrar via internet um código disponibilizado em um cartão recebido no local”, comenta Patricia.

O IBEVAR ainda irá realizar outros dois encontros para falar sobre a NRF 2016: no dia 14 de abril o tema será “Recursos Humanos” e o último, no dia 10 de maio, falará sobre inovação de marketing no varejo.

A NRF 2016 contou com mais de 33 mil participantes, dos quais 1.090 foram brasileiros, e entre os principais segmentos participantes estavam os segmentos de especialidades e vestuário (15%); tecnologia (9%); alimentação (9%); luxo (6%) e lojas de departamentos (6%).

Sobre o IBEVAR
O IBEVAR – Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo – é uma instituição sem fins lucrativos, que se propõe a produzir conteúdo no setor de Varejo & Consumo, promover networking entre executivos que atuam nessa área e gerar negócios entre os participantes.
O IBEVAR conta com o apoio de conteúdo do PROVAR/FIA e da Academia de Varejo da UBS Escola de Negócios, que auxiliam na construção de conhecimento dos associados.
www.ibevar.org.br


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