Investir na Classe C dá maior rentabilidade

Pesquisador relacionou eficiência dos que investiram no mercado de bens populares para a Classe C de 2001 a 2012 e a importância da alta tecnologia

Publicado em 19 de maio de 2014 | 14:11 |Por: Marina Gallucci

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Indústrias de móveis que direcionam a produção aos consumidores da Classe C tiveram melhor eficiência
financeira que as empresas que focaram sua produção ao público de maior rendimento, é o que revela um estudo da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), conduzido pelo pesquisador Carlos Augusto Passos e apresentado em 2013.

Arquivo Pessoal

Carlos Passos: “o consumidor de baixa renda gosta de novidades, não quer só um produto barato; deseja qualidade, design e tecnologia”

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O estudo analisou a eficiência financeira – tendo como base análises de balanços patrimoniais e questionários respondidos por empresários – de uma amostra de 84 empresas do segmento industrial moveleiro entre 2001 e 2012, nos Estados do RS, PR, SP, SC, MG, ES e GO. “Estatisticamente, em quatro anos constatamos, com comprovação científica, que foram mais eficientes as empresas que atuaram para baixa renda. Mas, em todos os anos, com exceção de 2003, essas médias de empresas que atuam para baixa renda também foram melhores”, explica Passos.

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Os anos, segundo o pesquisador, foram 2005, 2007, 2009 e 2012. Nos demais, “não houve diferença estatística nas médias amostrais entre as indústrias dos dois segmentos de mercado”. As empresas mais eficientes da amostra em quase todos os anos apresentaram em média 12% a mais de participação no mercado popular em relação às menos eficientes.

Com exceção do indicador de margem bruta, que revela o resultado após a dedução dos custos dos produtos vendidos, os demais indicadores de margens foram superiores nas indústrias de móveis populares. “Os custos nessas empresas são proporcionalmente mais altos em relação à receita, o que é compensado posteriormente por melhor adequação de despesas operacionais e financeiras”, afirma.

Confira essa reportagem completa na edição 305 da revista Móbile Lojista.


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