Madeira maciça: foco no interior, mas de olho no exterior

Influenciadas pelo momento cambial, fabricantes de madeira maciça investem para exportar, mas a dedicação é forte mesmo no mercado nacional

Publicado em 1 de agosto de 2015 | 10:00 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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Divulgação Nacional

Nacional Madeira Maciça

Sala de jantar Gravatá da Nacional Móveis com mesa elástica

Encerrando a série de matérias sobre o móvel de madeira maciça, esta reportagem trata sobre os principais mercados de comercialização, seja ele interno ou externo. Conforme tratado na última matéria sobre o assunto, se o preço não é primordial para a compra, os potenciais mercados estão sempre ligados à renda do consumidor e nisso os grandes centros urbanos são os focos principais, mas nunca únicos.

Contudo, segundo os fabricantes, não há uma região do Brasil com maior ou menor potencial de venda, sendo um mercado bastante equilibrado. Como produtos fabricados em madeira maciça são reconhecidos em todas as localidades, principalmente pelo trabalho das indústrias com madeiras renováveis, o potencial de atuação depende de cada marca e qual local deseja estar presente.

Predominantemente localizadas no Sul – no caso das indústrias de madeira maciça a soberania é catarinense – há de se investir forte para atingir o Norte-Nordeste, por exemplo. Para a Domus Móveis isso estar presente em feiras de móveis no Nordeste tem dado ótimos resultados. “O Brasil é imenso, tem muito a ser explorado, precisamos investir mais em marketing, feiras, pois é o interior dos estados que temos as melhores cidades e o desenvolvimento. Há várias pessoas que querem comprar produtos com maior durabilidade mesmo com valor maior”, garante o diretor administrativo, Vilmar Maas.

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Essa mudança de parâmetros do móvel de madeira maciça na concepção do consumidor é enfatizada por Flávio Knorst, da Finestra Móveis. “A mudança é muito grande se compararmos a alguns anos em que o móvel maciço, de certa forma, não tinha boa recepção e hoje está mudando”, conta.

Exportação
Tradicionalmente, Santa Catarina é caracterizada como uma grande exportadora de móveis por conta dos fabricantes que utilizam madeira maciça para a construção do móvel e que tem o mercado externo com um grande apreciador deste tipo de produto. Segundo dados do Relatório Brasil Móveis 2014, elaborado pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) o estado representa 26% do total nacional de móveis exportados – atrás apenas do Rio Grande do Sul que tem participação de 30,7%.

Divulgação Domus

Domus Madeira Maciça

A Domus Móveis é especialista na fabricação de móveis para dormitórios

Na Bedroom Móveis, por exemplo, as vendas para o mercado externo correspondem a 40% do total da produção da empresa. Já na Domus Móveis, representou 15% do faturamento em 2014, porém para este ano a empresa projeta um aumento para 40% de vendas ao exterior, isso com a manutenção da taxa do dólar em US$ 3,00.

“É extremamente importante a venda para o mercado interno, pois isso equilibra, muitas vezes, a falta de vendas no mercado interno, além de que, com a taxa do dólar atual, é um ótimo momento para exportar”, garante Vilmar Maas. A marca tem o diferencial de vender os mesmos produtos desenvolvidos e fabricados para o mercado interno para grandes mercados da Europa.

Em outra ponta, empresas como a Móveis Cavazotto, Nacional Móveis e Serpil visam atender apenas o mercado interno, que assim como o externo, também está em crescimento. “Exportar é interessante principalmente pelo atual momento cambial, embora deva ser pensado como política e estratégia e não como situação de emergência. A Serpil praticamente não atua na exportação e nosso foco e política é o comércio nacional, porém estamos em análise para o próximo ano”, afirma Carla Guillante.

Série ‘Móvel de Madeira Maciça’
28/07: Características e design
29/07: Canais de vendas
30/07: Público-alvo
31/07: Mercado interno e externo


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