Lojista: A visão do móvel gaúcho pelos fabricantes

Perfil empreendedor dos moveleiros confere à produção do estado do Rio Grande do Sul características de pioneirismo

Publicado em 23 de abril de 2014 | 17:05 |Por: Marina Gallucci

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Além das características técnicas, dentre as maiores particularidades apontadas pelas fontes consultadas pela reportagem especial da Móbile Lojista sobre o móvel gaúcho estariam a ousadia, a inovação e a capacidade de antecipar tendências.

Divulgação Movelsul/Evandro Soares

Grandes eventos como a Fimma e a Movelsul (foto) são apontados como importantes impulsionadores do avanço tecnológico do móvel gaúcho

Grandes eventos como a Fimma e a Movelsul (foto) são apontados como importantes impulsionadores do avanço tecnológico do móvel do Rio Grande do Sul

Entre os que defendem esse ponto de vista, está o arquiteto e designer de produto, Gustavo Bertolini. Para o profissional, o advento dos móveis planejados e a busca de alternativas além das grandes redes, principalmente no período entre 1984 e 1992, demonstrou essas qualidades do moveleiro gaúcho.

“Como não tínhamos o poder de ser o varejo e ter as mesmas informações de argumentar nossos produtos e seus diferenciais, fomos ser, também, comércio”, declara. Ele analisa que esse é um “grande balizador”. “Hoje, vários outros ramos foram para este caminho, mas começou com a gente”, defende.

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O designer também aponta o início da introdução no mercado das portas em alumínio, em 1997, que ajudou no desenvolvimento da cadeia moveleira como um todo. “Em um primeiro momento era extremamente sofisticado, começamos a trazer de fora. Mas, depois, começou a ficar acessível para outros. E, hoje, nem cogito [importar], pois desse impulso nasceram outras empresas [fornecedoras]”, relembra.

Sobre essa sinergia entre os elos do setor, o coordenador-geral do Centro Gestor de Inovação Moveleira (CGI), Renato Hansen, brinca que “existe uma disputa saudável, aquela inveja amiga da região italiana, onde um faz o outro também quer fazer”.

Para ele, mais que competição, o setor moveleiro gaúcho presencia uma cooperação. Além do avanço de uma empresa impulsionar a outra a chegar no mesmo patamar, quando existe algum problema de mercado, necessidade de esforço conjunto para participação de feiras internacionais ou prospecção de clientes – “neste sentido existe cooperação”, elogia. “Com os fornecedores, eu diria que existe um nível de maturidade bem alto de relacionamento, desde o desenvolvimento de produtos até a comercialização. O fornecedor participa de todas as etapas junto com o fabricante de móveis”, acrescenta.

Confira essa reportagem completa na edição 304 da revista Móbile Lojista.


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