Tecnologia no varejo é bem-vinda, desde que sutil

Estudo Truth About Shopping, da McCann, revela também o que consumidor espera em relação ao varejo e as diferenças e complementaridades no ato da compra on e off-line

Publicado em 25 de agosto de 2014 | 14:11 |Por: Marina Gallucci

Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

Outra tendência identificada pelo “Truth About Shopping – a verdade sobre o ato de comprar”, estudo realizado pela McCann Truth Central divulgado pelo eMóbile nos últimos dias (ler mais aqui e aqui), é a de que os consumidores acolhem bem o uso da tecnologia no ambiente do varejo, desde que ela se faça presente de maneira discreta, intuitiva, facilitando um comportamento já consolidado do comprador em relação às lojas físicas.

“É como se os compradores já estivessem prontos para as lojas do futuro. 71% dos entrevistados disseram que gostariam de paredes interativas que permitissem às pessoas experimentar diferentes peças de roupa sem ter de efetivamente se trocar”, explica Luiz Marques, planejador da agência de publicidade WMcCann, responsável pela supervisão do estudo no Brasil, onde foram entrevistadas mil pessoas. Ainda segundo o executivo, cerca de 50% das pessoas dizem que se veem no futuro usando meios de pagamento com o uso das digitais e retinas.

Nesse contexto, o celular surge como uma plataforma na qual há uma grande necessidade de se criar uma experiência mais sensorial. Entre os consumidores que fizeram compras pelo celular nos últimos seis meses, 64% (dado Brasil) se veem comprando exclusivamente pelo aparelho no futuro. Hoje, o mobile-shopping, no entanto, é mais uma vitrine do que um ambiente de conclusão da compra: boa para olhar, mas não para comprar (70% globalmente, 63% no Brasil).

Leia mais:
Tecnologia muda relação de consumo em shoppings
Consumidores querem varejo além do multicanal
Varejo: Marcas mais valiosas apostam em relacionamento

“As marcas capazes de formatar suas plataformas mobile a fim de oferecer uma experiência mais rica, inspiradora, rápida e conveniente, que responda ao desejo momentâneo do consumidor, poderão de fato explorar todo o potencial do meio”, avalia Marques.

O estudo identificou que, globalmente, incluindo o Brasil, 84% das pessoas estão conscientes de que as empresas acompanham seu comportamento on-line para recomendar produtos que possam ser do seu agrado. E os clientes, por sua vez, aceitam esse acompanhamento desde que vejam alguma vantagem na prática: 65% (67% no Brasil) disseram estar dispostos a dividir seus dados se isso os beneficiarem.

No entanto, 71% se preocupam com a quantidade de informações que as lojas on-line têm sobre eles, índice que cai drasticamente em se tratando do mercado americano (58%) e que se eleva para 83% no Brasil.

O “5S” do varejo

A análise final da investigação levou o time da McCann Truth Central a estabelecer cinco princípios recomendados aos varejistas para melhor se relacionarem com o consumidor atual:

Seja imperceptível – mescle intuitivamente a tecnologia à experiência física na loja;
Seja sensorial – customize a experiência sensorial à plataforma de venda;
Seja ludicamente surpreendente – num mundo previsível, é preciso surpreender e divertir;
Seja seguro – evolua de uma política de privacidade para uma filosofia de privacidade;
Seja social – incremente a experiência social que geralmente já acompanha o ato de comprar.

A loja ideal/Truth About Shopping – a verdade sobre o ato de comprar

(com informações da assessoria de imprensa)


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

eMobile