Varejo paulista testa logística reversa de eletroeletrônicos

Iniciativa faz parte de projeto-piloto de logística reversa em teste na cidade e conta com pontos de coleta em estabelecimentos selecionados na região da Lapa

Publicado em 21 de junho de 2016 | 10:41 |Por: Cleide de Paula

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Está em andamento em São Paulo um projeto-piloto de logística reversa de eletroeletrônicos (REEE). A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), por meio do seu Conselho de Sustentabilidade, é uma das entidades que apoiam e incentivam o projeto, nomeado “descarte ON”. A iniciativa é realizada em conjunto pelos governos do Japão e do Brasil.

Em funcionamento até 31 de outubro na região do bairro da Lapa, na capital paulista, o projeto conta com o engajamento de varejistas, cooperativas e associações representativas do setor eletroeletrônico. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a importância da destinação correta para esse tipo de material e também reunir informações para embasar o acordo setorial de logística reversa do segmento, cuja implementação deve ocorrer em breve.

“O interessante é que estamos tentando fazer com que esse projeto funcione o mais parecido possível com a proposta do acordo setorial. Vamos ter uma amostra de como o consumidor se comporta, se vai levar os resíduos para descarte e os custos da operação”, explica a assessora do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, Cristiane Cortez. A ideia é que com esses dados seja possível formatar o acordo da melhor forma possível e avançar a proposta para que seja implementada o quanto antes.

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Como funciona

Quem tiver interesse em descartar algum eletroeletrônico deve se dirigir a um dos estabelecimentos que estão recebendo os itens. As lojas que fazem parte da iniciativa são Casas Bahia, Extra, Extra Hiper, Lojas Americanas, Pernambucanas, Ponto Frio e Walmart.

Podem ser descartados nos pontos de coleta eletrodomésticos de pequeno porte (liquidificadores, espremedores, ferros de passar, etc) e eletrônicos de pequeno porte, como aparelhos de áudio e vídeo, laptops e celulares. Baterias, pilhas, lâmpadas fluorescentes e tonners de impressora não estão incluídos.

“A grande oportunidade é de experimentar um modelo de logística reversa que já acontece em outros países”, aponta o diretor de Relações Corporativas do Grupo GPA, Paulo Pompilio. O conglomerado reúne as empresas Casas Bahia, Extra e Pontofrio, participantes da iniciativa.

Segundo ele, o projeto possibilita ainda incentivar o cliente a entregar esse tipo de resíduo, que é diferente do descarte de embalagens, por exemplo. Pompilio explica que no caso dos eletroeletrônicos, mesmo que o item não funcione mais, o consumidor tem um certo “apego” ao aparelho, porque fez um investimento “grande” em dinheiro ao adquiri-lo e, por este motivo, acredita que ainda tem valor. “Mostramos ao consumidor que, caso ele queira descartar, deve fazer de forma correta. Esse é o maior desafio”.

De acordo com o diretor do Grupo GPA, a adesão ao projeto-piloto foi motivada pelo histórico que as empresas do grupo têm com os temas sustentabilidade e reciclagem. Ele ressalta que esse é um assunto que não tem volta, já que a tendência é cada vez mais a sociedade debater os impactos da produção e consumo ao meio ambiente e tomar consciência em relação ao descarte correto. “Além disso, quanto mais pessoas fazem [o descarte correto], a cadeia produtiva fica mais efetiva”.

Segunda etapa

O recebimento dos itens descartados nos pontos de coleta instalados nos estabelecimentos participantes constitui a primeira etapa do projeto-piloto. O próximo passo, que deve ser colocado em prática em breve, é a coleta de resíduos eletroeletrônicos maiores, como fogões, geladeiras, máquinas de lavar e secar, TVs e aparelhos de ar-condicionado, na residência do consumidor que desejar descartá-los.

Nesse caso, o cliente que comprar qualquer um dos cinco tipos de eletroeletrônicos de grande porte nas lojas participantes do projeto e queira descartar o seu aparelho antigo, poderá adquirir o serviço de coleta em domicílio, oferecido pelo varejo, no preço de R$ 10 a unidade. Este valor servirá para custear parte da despesa de transporte da coleta entre a residência do consumidor e a destinação adequada. (com informações FecomercioSP. Texto escrito por Jamille Niero)

Saiba mais em:

www.fecomercio.com.br/noticia/lojas-do-comercio-paulistano-recebem-gratuitamente-eletroeletronicos-em-desuso-para-descarte-correto


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