IPCA de novembro fica em 0,51%

Economistas avaliam expectativa para os índices do IPCA no próximo ano e as medidas para ajustar a economia

Publicado em 6 de dezembro de 2014 | 13:11 |Por: Marina Gallucci

Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

Marcos Santos USP Imagens

Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto de Renda (IR) devem pressionar o bolso do consumidor no próximo ano, assim como o preço da passagem de ônibus

Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto de Renda (IR) devem pressionar o bolso do consumidor no próximo ano, assim como o preço da passagem de ônibus

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentou 0,51% em novembro, contra 0,42% no mês de outubro, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado do ano, o IPCA fechou em 5,58%, acima dos 4,95% do mesmo período do ano passado. Nos 12 meses encerrados em novembro, a inflação medida pelo IPCA ficou em 6,56%, um pouco abaixo dos 6,59% de outubro. Já o grupo composto por Artigos de Residência, que tinha apresentado variação de 0,19% em outubro, em novembro apresentou variação negativa de -0,04% no IPCA.

Na avaliação do secretário de Política Econômica, Márcio Holland, o resultado do IPCA de novembro mostra que a inflação deverá encerrar o ano abaixo do teto da meta de 6,5% estabelecida pelo governo para 2014. Pelas regras, a meta é 4,5%, com tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. “Estamos observando uma grande chance de a inflação ficar em torno aí de 6,4%, 6,45%, dentro das bandas de tolerância do regime de inflação, cumprindo mais uma vez a meta”, disse Holland.

Leia mais:
Focus: mercado reduz previsão do IPCA para 6,26%
Projeção de crescimento da economia cai para 0,7%
Sindimol divulga metas para 2015

O secretário destacou que, ao contrário do que dizem as críticas, o governo vem adotando, sim, várias políticas na direção de reduzir as taxas de inflação nos próximos anos, “coisas que têm a ver com a agenda de produtividade e competitividade”. Ele citou os programas de Aceleração do Crescimento (PAC) e de Investimento em Logística (PIL) como estimuladores do crescimento da economia, com geração de renda e melhoria para a população.

“São [programas] importantes, pois os investimentos têm aumentado com a infraestrutura. Ao mesmo tempo, a escolaridade é também uma medida importante para aumentar a produtividade e reduzir a inflação”, acrescentou o secretário.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,53% em novembro e ficou acima do resultado de 0,38% de outubro em 0,15 ponto percentual. Com isto, a variação no ano foi para 5,57%, acima da taxa de 4,81% relativa a igual período de 2013. Considerando os últimos doze meses o índice está em 6,33%, próximo dos 6,34% relativos aos doze meses anteriores. Em novembro de 2013 o INPC havia sido 0,54%. O INPC se refere a se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários-mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

2015

Nesta última quarta-feira, o Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR) promoveu um evento para comentar a conjuntura para o próximo ano. Segundo os economistas presentes, não se pode dizer que a inflação está fora do controle. Entretanto, ela está pressionada e o cenário é preocupante.

O economista Lucas Dezordi, coordenador do curso de Economia da Universidade Positivo (UP) e conselheiro do Corecon-PR, afirma que o próximo ano será de ajustes e com o crescimento do crédito mais moderado e juros altos para ajuste dos preços o varejo deve esperar um ano semelhante com 2014.

“Tendo em vista o crescimento modesto e o cenário, acredito que varejo deve ter um estratégia muito mais voltada para controle de custos e despesas operacionais – que são os índices de produtividade – do que para crescimento da receita”, afirma.

Dezordi ainda analisa que a inflação oficial vai fechar próxima a 6,5% no ano que vem. E, as condições macroeconômicas para um crescimento mais expressivo ocorrerá a partir de  2016. Ele reforça que o aumento dos preços administrativos em 2015 vão se refletir na elevação de impostos e tarifas, o que é necessário para equilibrar o mercado, pois a Selic, taxa básica de juros, corrige preços livres, como colégio e outros gastos pessoais, por exemplo, e não os administrativos.

“Pouco provavelmente teremos juros abaixo de 12% em 2015. Em 2016, com previsão de equilíbrio da economia, começa a reduzir a pressão sobre a inflação e o índice deve baixar para 11,25%”, projeta.

(com informações do IBGE, Agência Brasil, Corecon PR e da reportagem).


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

eMobile