Internet das coisas: oportunidades de relacionamento

Com o crescimento de dispositivos conectados à internet, surgem mais produtos que utilizam recursos da web e possibilidades de interação em lojas físicas

Publicado em 23 de dezembro de 2014 | 9:57 |Por: Marina Gallucci

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Com a Internet das coisas pode-se ter recursos de compra online dentro da loja física

Com a internet das coisas pode-se ter recursos de compra online dentro da loja física

Para entender a importância que o conceito de internet das coisas passará a ter no dia a dia das pessoas basta olhar para os números de quantos dispositivos estarão conectados a internet no futuro, segundo o analista de informações da Knowtec, Felipe Ciola.

A Knowtec é especializada na concepção e implementação de Sistemas de Inteligência Competitiva e de Gestão do Conhecimento e desenvolve os Sistemas de Inteligência Setorial – inclusive do setor de Madeira-Móveis – em parceria com o Sebrae-SC. Para 2015, a empresa sugere que o setor de móveis e o varejo precisam estar habituados ao conceito de internet das coisas.

Uma das razões são os números. De acordo com a mais recente pesquisa da Strategy Analytics, até o final do ano de 2014 o mundo terá aproximadamente 12 milhões de dispositivos conectados à internet, ou seja 1,7 aparelhos por cada pessoa no planeta. Os estudos indicam que em 2020 esse número subirá para 4,3 quando 33 bilhões de dispositivos estarão em uso.

A consultoria global Gartner vai além. Para eles, serão 4,9 bilhões de dispositivos conectados à internet em uso no ano que vem, o que representa um aumento de 30% em relação a 2014. Já no setor de consumo, a consultoria estima que serão 2,9 bilhões de dispositivos conectados no próximo ano, chegando 13 bilhões em 2020. “Em termos básicos, a internet das coisas são objetos interagindo com outros objetos e com as pessoas por meio da internet”, resume Ciola.

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O senior business consultant da GFT Brasil, companhia de Tecnologia da Informação especializada no setor financeiro, Adriano Lucas Balaguer, explica que “quando me aproximo de casa com meu carro e meu celular com um endereço IP associado se comunica com a porta da garagem e, automaticamente, ela se abre, eu estou em um ambiente de internet das coisas”.

Quando ao entrar em casa, o ar-condicionado percebe a presença do usuário e se aciona automaticamente, inclusive percebendo qual a temperatura externa e deixando a casa com uma temperatura ambiente agradável, isso também é internet das coisas. E, se ainda sem qualquer interação humana, o aparelho de som ou a TV são acionados automaticamente, temos a internet das coisas.

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A expressão (em inglês “internet of things”, representada pela sigla IoT) refere-se a um ecossistema que interliga qualquer objeto do cotidiano à rede sem fio da internet, como geladeiras, óculos, elevadores, roupas, carro, entre outros

Internet das coisas refere-se a um ecossistema que interliga qualquer objeto do cotidiano à rede sem fio da internet, como geladeiras, óculos (Google Glass), elevadores, carros, etc

Mas pode-se ir além, relata: “Os sensores do ar-condicionado podem aprender com meus hábitos e horários e, uma vez sabendo a hora que chegarei em casa do trabalho e a temperatura que mais me agrada, poderia se auto-acionar um pouco antes da minha chegada, para que, quando eu entrasse, a casa já estivesse na temperatura ideal”.

Ciola diz que já as Smart TVs, geladeiras e muitos outros produtos já estão chegando ao mercado com essas propostas. “Mais isso ainda vai fazer muito mais parte da vida das pessoas, a ideia é que todos os objetos da casa interajam entre eles, o que será uma espécie de casa inteligente”.

Varejo

A internet das coisas também se coloca como uma grande oportunidade para o varejo físico, segundo Ciola. “Possibilitando experiências e personalizações de serviços oferecidas no comércio eletrônico”. Hoje, segundo ele, os consumidores cada vez mais só se dirigem às lojas pessoalmente, depois de uma pesquisa prévia na internet ou fazendo essa pesquisa de dentro da loja, via smartphones. “O cliente pode receber informações quando se aproxima da loja ou está na loja, muitas vezes personalizada com seu perfil de uso da rede”, conta.

O conceito ainda abre o leque de opções, como monitorar o tempo de permanência do cliente na loja, as gôndolas visitadas, quantas vezes ele retorna, dentre outros. “Além disso, o uso de aplicativos pode tornar a interatividade uma importante aliada para criar relacionamento com o cliente”, encerra o analista.


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